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Maré


  Geografia Fisica

A perfeita previsão das marés são de capital importância para a maioria dos portos, já que elas afetam a profundidade dos canais de entrada e dos ancoradouros, de que depende o trânsito dos navios.

Maré é a variação do nível das águas do mar e dos lagos de grandes dimensões no período compreendido entre duas elevações da Lua. A água se eleva até atingir o nível mais alto, a maré alta ou preamar, e aí permanece durante sete a oito minutos. Tão logo o ponto de máxima atração lunar se desloca, as águas põem-se a baixar de nível, através do refluxo, até atingir o nível mais baixo, a maré baixa ou baixa-mar. Tanto o movimento de ascensão como o de descida têm duração média de 6h12min30s. Esse movimento da água é denominado fluxo da maré, que pode ser diferenciado em fluxo enchente e fluxo vazante.

Teoricamente, a preamar e a baixa-mar deveriam registrar-se às mesmas horas. Verifica-se, no entanto, um atraso de quase cinqüenta minutos, a cada 24 horas, na passagem da Lua em frente ao mesmo meridiano terrestre; em conseqüência, de um dia para outro se registra constante retardamento no início de cada preamar.

A diferença entre a maré baixa e a maré alta é denominada amplitude das marés e se mede por meio de uma régua graduada ou marégrafo. As maiores altitudes registram-se junto às massas continentais. Nas ilhas situadas na área central do Pacífico, as oscilações são mínimas. As oscilações máximas ocorrem em estreitos, estuários e no interior de baías, como na baía do monte Saint Michel (França), onde a variação chega a 12,60m; ou na baía de Fundy (Canadá), com 13,6m. Nos mares continentais e fechados, as amplitudes são fracas: no norte do Adriático, um metro; em Málaga (Espanha), trinta centímetros. No mar Negro praticamente não existe oscilação; no Báltico, é de dez centímetros.

Para conhecer o nível médio das águas do mar, usa-se o medimarímetro, aparelho que mede os diferentes níveis atingidos pelas águas do mar durante um longo período de observação. Devido a influências astronômicas, o ciclo completo das marés é de 18 anos, e nele se registram as maiores variações do nível do mar.

Mecanismo das marés

A explicação das marés só se tornou possível depois que Isaac Newton formulou a lei de gravitação universal. O fenômeno está relacionado com a posição da Lua e do Sol e suas respectivas forças de atração. Embora a massa da Lua seja quase 27 milhões de vezes menor que a do Sol, a atração que ela exerce sobre a Terra é cerca de 2,2 vezes maior, em virtude de sua relativa proximidade. A massa líquida da Terra que está mais próxima da superfície lunar é atraída pelo satélite, e se distancia, por essa razão, da massa sólida da Terra. Como essa massa sólida também é atraída pela Lua, acaba por distanciar-se da massa líquida que está do lado oposto do planeta. Nas duas posições opostas verifica-se então o fenômeno da maré alta.

Em virtude do movimento de rotação da Terra, deveriam ocorrer, em cada ponto da superfície do planeta, duas preamares e duas baixa-mares, cada uma das quais separadas por intervalo de 12h25min. Todavia não é o que se verifica, em virtude da presença das massas continentais, que seccionam os oceanos.

Embora de menor amplitude, as marés provocadas pelo Sol são perfeitamente caracterizadas quando a Lua e o astro formam com a Terra um ângulo reto. Nessa ocasião ocorrem marés de fracas amplitudes, denominadas marés de quadraturas ou marés de águas-mortas. Quando a Terra, a Lua e o Sol se encontram mais ou menos no mesmo plano, quer por ocasião de conjunção (lua nova), quer na oposição (lua cheia), as forças de atração do Sol e da Lua conjugam-se num só sentido e ocasionam as amplitudes máximas, que correspondem às marés de sizígia ou marés de águas-vivas. Tanto estas como as de quadratura se repetem num período alternado de 15 dias.

É muito comum o retardamento da preamar em relação à passagem da Lua pelo meridiano, fato que assume grande importância no caso de portos nos quais os navios só podem entrar por ocasião da maré alta. Tal diferença é o chamado estabelecimento do porto ou hora do porto, que pode ser de 12 horas e até mesmo de um ou dois dias, quando se trata das marés de sizígia.


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