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Manuel Augusto Pirajá da Silva


  Biografias

As pesquisas do médico e cientista baiano Pirajá da Silva, entre elas a identificação do verme causador da esquistossomose, significaram um enorme avanço no tratamento das doenças tropicais.
Manuel Augusto Pirajá da Silva nasceu em Camamu BA em 28 de janeiro de 1873. Doutorou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1896 e exerceu a clínica antes de iniciar a carreira de pesquisador e professor. Assumiu, como assistente, a primeira cadeira de clínica médica da mesma faculdade em 1902. Seguiu para a Europa em 1909, a fim de estudar no Instituto Pasteur, de Paris, e no Instituto de Doenças Marítimas e Tropicais de Hamburgo, Alemanha. Diplomou-se em 1911 como médico colonial pela universidade da capital francesa e, entre 1911 e 1912, freqüentou o laboratório de parasitologia da Faculdade de Medicina de Paris. A partir de então, ocupou o cargo de professor de história natural médica na Faculdade de Medicina da Bahia e, em 1914, o de história natural no Ginásio Baiano. Foi nomeado, em 1921, inspetor sanitário rural.
Entre outros feitos científicos realizados por Pirajá da Silva ao longo da vida, destacam-se a identificação, em 1908, do Schistosoma mansoni ou Schistosoma americanum -- parasita que provoca no homem a esquistossomose chamada intestinal --, a concentração da solução de tártaro emético para o tratamento da leishmaniose e do granuloma venéreo, o registro dos dois primeiros casos de blastomicose na Bahia e a descoberta do Triatoma megista, um dos transmissores da doença de Chagas.
Em 1954 recebeu a medalha Bernhard Nocht do Instituto Alemão de Doenças Tropicais, de Hamburgo, e dois anos depois a grã-cruz da Ordem do Mérito Médico, que lhe conferiu o presidente Juscelino Kubitschek por destacados serviços prestados à ciência e à cultura médica do Brasil. Pirajá da Silva morreu em São Paulo SP em 1º de março de 1961.


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