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Luis Buñuel


  Biografias

A obra cinematográfica do espanhol Luis Buñuel, aclamada pela crítica mas sempre cercada por uma aura de escândalo, tornou-o um dos mais controvertidos cineastas do mundo, sempre fiel a si mesmo.

Nascido em Calanda, Aragão, em 22 de fevereiro de 1900, Buñuel mudou-se aos 17 anos para Madri, onde cursou a universidade e conheceu o pintor Salvador Dalí e o poeta Federico García Lorca. Em 1920, fundou o primeiro cineclube espanhol. Cinco anos depois foi para Paris, onde trabalhou como assistente de Jean Epstein. São dessa época seus primeiros filmes, ligados à vanguarda surrealista, Un chien andalou (1928; O cão andaluz), realizado de parceria com Dalí, e L"Âge d"or (1930; A idade de ouro). Nesses trabalhos já estava patente o tema básico de toda sua obra posterior: rebeldia e inconformismo diante do estabelecido e do convencional, expressos em imagens oníricas e alucinantes, cheias de dureza e de um humor corrosivo.

Buñuel voltou à Espanha ao proclamar-se a república e dirigiu, em 1932, um documentário, Las Hurdes (Terra sem pão), que descrevia, de modo cru, a vida de uma cidade espanhola miserável e deprimida. Após a guerra civil espanhola, exilou-se e, durante alguns anos, trabalhou para o Museu de Arte Moderna de Nova York, até ir para o México em 1947.

Em sua fase mexicana realizou filmes como Los olvidados (1950; Os olvidados), sobre meninos de rua e marginais, e o anticlerical Nazarín (1958; Nazareno), que em 1959 recebeu em Cannes o Prêmio Especial do Júri. Em 1960 regressou à Espanha para rodar Viridiana, que lhe deu a Palma de Ouro do Festival de Cannes. O filme, uma paródia impiedosa dos conceitos habituais de caridade e virtude, causou enorme escândalo e foi proibido na Espanha.
O sucesso internacional de Viridiana permitiu a Buñuel alternar realizações no México -- El ángel exterminador (1962; O anjo exterminador) -- com outras na França, como Belle de jour (1967; A bela da tarde), filme onde realidade e fantasia coexistem, e La Voie lacté (1969; O estranho caminho de são Tiago), reflexão irônica sobre a religião. Em 1970 Buñuel voltou à Espanha para filmar Tristana (Tristana, uma paixão mórbida), extraído de um romance de Pérez Galdós.

Entre seus últimos trabalhos, todos realizados na França, destacou-se Le Charme discret de la bourgeoisie (1973; O discreto charme da burguesia), pelo qual recebeu o Oscar de melhor filme estrangeiro. Em 1983 publicou uma autobiografia, Mon Dernier Soupir (Meu último suspiro), na qual, já próximo da morte, reafirmava suas convicções. Buñuel morreu na Cidade do México em 29 de julho de 1983.

 



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