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Luchino Visconti


  Biografias

Descendente de aristocratas, o cineasta italiano Luchino Visconti aliava a um esteticismo requintado o rigor na criação artística e a preocupação com os problemas sociais.
Luchino Visconti nasceu em Milão em 2 de novembro de 1906. Desde criança habituou-se ao trato com as artes e a cultura. Teve uma sólida educação clássica, estudou violoncelo por dez anos e foi encenador teatral de peças dramáticas e óperas antes de dedicar-se ao cinema como assistente do cineasta francês Jean Renoir, que desenvolveu sua sensibilidade para questões sociais e políticas.
Um dos fundadores do neo-realismo, Visconti conquistou sua reputação como diretor logo no primeiro filme, Ossessione (1942; Obsessão), obra-prima de realismo baseada no romance The Postman Always Rings Twice (O carteiro sempre toca duas vezes), do americano James Cain. Visconti filmou em ambientes naturais, combinou atores profissionais com residentes locais, fez experimentações com longas tomadas de aproximação e recuo e seqüências de câmara oculta que ampliavam a autenticidade dos registros. Em La terra trema (1948), não exibido comercialmente no Brasil, documentou a vida de pescadores da Sicília; filmado em locação sem atores profissionais, ganhou o grande prêmio do festival de Veneza.
Na década de 1950, Visconti alternou a criação cinematográfica com a montagem de peças teatrais e óperas. Introduziu na Itália a obra de dramaturgos notáveis como Jean Cocteau, Sartre, Arthur Miller, Tennessee Williams e Erskine Caldwell. Na produção de óperas estreladas pela soprano Maria Callas, obteve sucesso internacional com a combinação de realismo e teatralidade em La traviata (1955), La sonnambula (1955) e Don Carlos (1958).
Novo rumo na trajetória do cineasta se iniciou com Senso (1954; Sedução da carne), análise crítica de um capítulo da história italiana feito com refinamento visual e expressividade pictórica. Outro ponto alto foi Rocco e i suoi fratelli (1960; Rocco e seus irmãos), sobre o êxodo dos trabalhadores do campo para as cidades industriais. Em Il gattopardo (1963; O leopardo), baseado no romance de Giuseppe di Lampedusa, aborda a vida de um aristocrata tradicional de convicções liberais, como o próprio Visconti. Em La caduta degli dei (1969; Os deuses malditos) retrata a alta burguesia alemã na época do nazismo. Quando morreu, em 17 de março de 1976, em Roma, estava terminando de editar L"innocente (O inocente), baseado na obra de Gabriele D"Annunzio.

 

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