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Lisossomos e Digestão Celular


  Citologia

1. Os Lisossomos e a DigestÒo Intracelular


Dß-se o nome de digestÒo ao processo de quebra das macromolÚculas dos alimentos em unidades menores. Nos protozoßrios e nas esponjas a digestÒo dos alimentos ocorre total ou parcialmente dentro das cÚlulas (digestÒo intracelular). Nos animais dotados de um tubo digestivo, a fragmentaþÒo dos alimentos acontece no interior do tubo digestivo, e quando o alimento Ú distribuÝdo para as cÚlulas do corpo desses animais, jß se encontra processado. Essa digestÒo que se dß no tubo digestivo Ú chamada digestÒo extracelular.

Nos animais, a digestÒo intracelular tem alguns papÚis bastante especÝficos, como o combate aos agentes infecciosos (bactÚrias e vÝrus) ou a digestÒo de organ¾ides intracelulares velhos ou danificados.

A digestÒo intracelular conta com a participaþÒo das enzimas presentes no interior dos lisossomos. SÒo vesÝculas revestidas por membranas lipoprotÚicas que possuem, em seu interior, enzimas hidrolÝticas (ou hidrolases), que catalisam as reaþ§es de hidr¾lise:

enzima

AB + H2O =============> A + B

 

Todas as reaþ§es de quebra dos alimentos sÒo reaþ§es de hidr¾lise. Por exemplo, vejamos a digestÒo da sacarose, o aþ·car de cana:

sacarase

sacarose + H2O ========> glicose + frutose

 

As enzimas lisossomais sÒo sintetizadas no ergastoplasma, transferidas para os sßculos do complexo de Golgi e empacotadas em vesÝculas membranosas, os lisossomos primßrios.

Os lisossomos atuam em trÛs processos:

 

A - DigestÒo Heterofßgica


╔ a digestÒo de partÝculas englobadas pelas cÚlulas por pinocitose ou por fagocitose. O alimento englobado permanece em uma vesÝcula, o vac·olo alimentar (fagossomo ou pinossomo, de acordo com o processo empregado em seu englobamento). Os lisossomos se fundem com o vac·olo alimentar, formando os lisossomos secundßrios ou vac·olos digestivos.

Nessa vesÝcula, os alimentos sofrem a aþÒo das enzimas digestivas dos lisossomos primßrios e sÒo digeridos. Suas macromolÚculas sÒo hidrolisadas, resultando em molÚculas pequenas que passam atravÚs da membrana do vac·olo digestivo e chegam ao hialoplasma.

Ao tÚrmino da digestÒo, restam no vac·olo digestivo apenas essas molÚculas nÒo-assimiladas, e essa vesÝcula passa a ser chamada de corpo residual. Quando o corpo residual se funde com a membrana plasmßtica, elimina o seu conte·do para o meio extracelular em um processo conhecido por clasmocitose ou defecaþÒo celular.

Algumas das cÚlulas humanas, como os gl¾bulos brancos do sangue, fagocitam e digerem bactÚrias causadoras de doenþas. O mecanismo pelo qual as bactÚrias sÒo destruÝdas dentro dessas cÚlulas Ú semelhante Ó digestÒo intracelular anteriormente descrita.

 

B - DigestÒo Autofßgica

As enzimas dos lisossomos podem digerir componentes de uma cÚlula, transformando um tipo celular em outro. Estruturas celulares velhas, danificadas ou afuncionantes, como mitoc¶ndrias ou partes do retÝculo endoplasmßtico, podem ser englobadas pelos lisossomos primßrios, formando o vac·olo autofßgico. Trata-se de uma forma bastante eficiente e econ¶mica de reaproveitamento de matÚria orgÔnica.

Metamorfose: larva adulto

A digestÒo de componentes celulares pela liberaþÒo das enzimas lisossomais tambÚm acontece durante a metamorfose dos girinos, na sua transformaþÒo em anfÝbios adultos. A cauda desaparece progressivamente, e o seu material Ú empregado pelo animal para completar a sua conversÒo em adulto.

 

C - DigestÒo Extracelular

Por exocitose, as enzimas dos lisossomos podem ser exteriorizadas e agir fora das cÚlulas. No tecido ¾sseo, por exemplo, existem cÚlulas chamadas osteoclastos, que sÒo ricas em lisossomos. Sob certos estÝmulos, liberam as suas enzimas, que passam a digerir a matriz ¾ssea, remodelando o osso. Esse mecanismo permite o crescimento do indivÝduo e a consolidaþÒo das fraturas, ou ainda a liberaþÒo de parte do cßlcio acumulado nos ossos, liberado entÒo para a corrente sanguÝnea.


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