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Leucemia


  Patologias
Na busca de novos tratamentos para o câncer, a medicina obteve suas maiores vitórias contra os tipos mais raros, entre eles a leucemia. A doença, que afeta os glóbulos brancos do sangue, pode ser tratada com sucesso por meio do transplante de medula óssea.
Leucemia é uma doença que se caracteriza pela proliferação anormal de leucócitos (glóbulos brancos) na corrente sangüínea. Do ponto de vista da forma como evolui, a doença pode ser aguda ou crônica. Do ponto de vista do tipo predominante de células envolvidas, pode ser linfática, quando afeta os linfócitos, e mielóide, se afeta os neutrófilos, produzidos na medula óssea. Uma das causas da doença é a exposição à radiação, e outros dados sugerem fatores hereditários. Pode ser detectada antes do aparecimento dos sintomas por meio de exames de sangue periódicos e biópsia da medula óssea.
A leucemia aguda às vezes simula um processo infeccioso. Pode ser precedida de mal-estar generalizado, desânimo e perda de apetite. Os sintomas típicos incluem ainda anemia, hemorragias, palidez, febre, cansaço, perda de peso e lesões nas mucosas. A leucemia linfática aguda, forma mais comum em crianças, já chegou a matar noventa por cento de suas vítimas em seis meses de evolução, antes que se descobrissem medicamentos mais eficazes capazes de controlar a doença. Com tratamento contínuo, mais da metade dos pacientes deixam de manifestar os sintomas por cinco anos ou mais, possivelmente curados. O tratamento de outros tipos de leucemia não apresenta resultados tão positivos, como no caso da mielóide aguda, mais comum em idosos, em que mais da metade dos pacientes se livra dos sintomas, mas por curtos períodos.
A leucemia mielóide crônica, mais freqüente em adultos em torno de quarenta anos, pode ficar inativa por longos períodos antes de manifestar os sintomas, que podem ser parcialmente aliviados pela quimioterapia. As taxas de sobrevivência são maiores nos casos de leucemia linfática crônica, que pode ficar inativa por meses ou anos e raramente é causa de morte, mas deixa o paciente mais vulnerável a infecções ou hemorragias fatais. Um terço desses pacientes sobrevive dez anos após o diagnóstico.><

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