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Le Corbusier


  Biografias
"A casa é uma máquina de morar". Essa famosa frase de Le Corbusier, resume os princípios de uma obra em que o arquiteto soube combinar os modernos projetos funcionais ao tratamento escultórico das formas arquitetônicas.
Charles-Édouard Jeanneret, que adotou o pseudônimo de Le Corbusier, nasceu em Chaux-de-Fonds, Suíça, em 6 de outubro de 1887. Aos 13 anos ingressou na escola de arte da cidade natal e, a conselho de um professor, decidiu tornar-se arquiteto. Entre 1907 e 1911 viajou pelos Balcãs e pela região do Mediterrâneo, cujas construções o fascinaram pelo tratamento da luz e pela concepção da paisagem como moldura para a obra arquitetônica.
Aos trinta anos, Le Corbusier fixou residência em Paris, onde completou sua formação e ingressou nos círculos artísticos de vanguarda. Em 1918 redigiu, em colaboração com o pintor e desenhista francês Amédée Ozenfant, o manifesto do purismo, movimento que defendia o abandono da abstração cubista e o retorno às formas puras e geométricas dos objetos do cotidiano. Dois anos mais tarde passou a colaborar na revista L"Esprit Nouveau, para a qual escreveu uma série de artigos depois reunidos em livro intitulado Vers une architecture (1923; Rumo a uma arquitetura). Esse foi o primeiro dos muitos textos de Le Corbusier sobre arquitetura e urbanismo, que o tornaram o principal divulgador do chamado "estilo internacional".
Primeira fase. O período situado entre 1922 e 1940 foi tão rico para a arquitetura de Le Corbusier quanto para seus projetos de planejamento urbano. No salão de outono de 1922, o arquiteto apresentou dois projetos que expressavam os princípios estruturais e estéticos de todas as obras do período: pilotis para suporte da estrutura; plano aberto para criar espaços arejados; fachadas destituídas de ornamentação e cobertura com terraço transformável em jardim.
O racionalismo de Le Corbusier e seu empenho em adequar os edifícios e traçados urbanos à função a que se destinavam tinham raízes numa profunda análise da arquitetura popular e das "obras" da natureza, que, segundo sua própria convicção, era extremamente simples e "economicamente bela". As magníficas pinturas e esculturas de Le Corbusier, muitas vezes obscurecidas por sua obra arquitetônica, revelam, na utilização de formas mecânicas e orgânicas, a estreita vinculação com o mundo físico.
Interessado sobretudo em executar construções capazes de abrigar grande número de pessoas, Le Corbusier aplicou suas idéias sociais no projeto de uma cidade de trabalhadores com cinqüenta casas, construída entre 1925 e 1926 em Pessac, próximo a Bordéus. O arquiteto trabalhou principalmente, no entanto, em residências unifamiliares de desenho funcional e aparência ascética, destinadas a ricas famílias, como a Vila Savoye, em Poissy, França.
Em 1927, Le Corbusier participou do concurso de projetos para a sede da Liga das Nações, em Genebra. A polêmica eliminação do arquiteto teve repercussão positiva para ele, pois seu nome ficou identificado com a arquitetura de vanguarda. Notáveis projetos realizados nos anos seguintes foram o edifício Centrosoyus, em Moscou; a Casa da Suíça, na cidade universitária de Paris; e a sede do Ministério da Educação e Cultura (atual palácio Gustavo Capanema), no Rio de Janeiro RJ, que contou com a colaboração de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.
Segunda fase. A deflagração da segunda guerra mundial interrompeu as atividades de Le Corbusier como construtor. Pôde então refletir e formular um sistema de relações e proporções dos elementos construtivos, baseados na escala humana, que denominou Modulor.
Apoiado pelo governo francês, Le Corbusier se dedicou, após o fim da guerra, à construção de um complexo residencial em Marselha, concluído em 1952, que representou a concretização de sua visão do ambiente social. O projeto, denominado Unité d"Habitation, era uma cidade vertical que abrigava 1.800 pessoas em 23 tipos de apartamentos com serviços comuns. Entre 1950 e 1955 construiu a célebre capela de Notre-Dame-du-Haut, em Ronchamp, cujo teto, aparentemente suspenso no ar, apóia-se em suportes ocultos.
Mais tarde, Le Corbusier recebeu várias encomendas de trabalhos urbanísticos fora da França. Em 1951 deu início à construção da cidade de Chandigarh, nova capital do estado indiano do Punjab, onde teve oportunidade de aplicar seus princípios sobre planejamento urbano em escala metropolitana. Outras de suas construções notáveis foram o Museu Nacional de Arte Ocidental, em Tóquio, e o Carpenter Visual Arts Center, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
A obra de Le Corbusier, marcada por um profundo humanismo, é ponto de referência obrigatório para a compreensão da arquitetura do século XX. Para ele, tanto as artes plásticas quanto a arquitetura deveriam estar integradas no conjunto da nova civilização técnica e industrial, que exige ao mesmo tempo a racionalidade da forma pura, antiornamental, e a funcionalidade, com economia e máximo rendimento dos materiais. Nessa mesma vertente se enquadram dois mestres do racionalismo moderno: o arquiteto Walter Gropius e o pintor Piet Mondrian. Le Corbusier morreu em Cap Martin, na França, em 27 de agosto de 1965.
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