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Lapônia


  Geografia Fisica
A construþÒo de rodovias e ferrovias reduziu o secular isolamento da Lap¶nia, regiÒo de paisagem natural e humana peculiar, com suas florestas de conÝferas, seus fiordes e a plena integraþÒo entre os homens e rebanhos de rena.
A Lap¶nia situa-se dentro do cÝrculo polar ßrtico, ao norte da Noruega, SuÚcia e FinlÔndia, e a noroeste da R·ssia. ╔ banhada pelo mar da Noruega e pelo oceano Glacial ┴rtico a oeste, pelo mar de Barents ao norte e pelo mar Branco a leste. Na Noruega, ocupa os estados de Troms, Nordland e Finnmark. A Lap¶nia sueca, ou Lappland, limita-se a oeste com a Noruega, ao norte com a FinlÔndia, a leste com as provÝncias de Norrbotten e Võsterbotten -- a que pertence administrativamente -- e ao sul com as de Angermanland e Jõmtland. A Lap¶nia finlandesa, Lapin, maior provÝncia do paÝs, limita-se ao norte com a Noruega, a leste com a R·ssia, a oeste com a SuÚcia. Na R·ssia, a regiÒo integra a provÝncia de Murmansk.
O relevo da Lap¶nia, modelado pela aþÒo do glaciarismo quaternßrio, Ú em geral ondulado, exceto na zona ocidental, onde se ergue a cadeia dos Alpes escandinavos. A costa, na maior parte pertencente Ó Noruega, apresenta in·meros fiordes e ilhas. O clima Ú frio, subßrtico no sul e de tundra no norte. Os ver§es sÒo curtos e frescos, e os invernos, longos e rigorosos.
SÒo abundantes os lagos de origem glacial, entre os quais sobressai o de Inari, na FinlÔndia. A maior parte dos rios da regiÒo pertence Ó bacia do Bßltico e desemboca no golfo de B¾tnia, como Ú o caso do Kemikoji, na FinlÔndia. No ┴rtico desemboca o Paatsjoki, tambÚm finlandÛs. Geleiras e rios curtos e turbulentos modelam as montanhas, nos territ¾rios da Noruega e SuÚcia. Bosques de conÝferas e tundras geladas ocupam o territ¾rio, que apresenta muito poucos solos cultivßveis. As cidades principais sÒo, na FinlÔndia, Kemi, Tornio e Rovaniemi, esta capital administrativa da FinlÔndia; na Noruega, Troms°, Hammerfest e Vads°; na SuÚcia, Kiruna; e, na R·ssia, Murmansk.
Os recursos econ¶micos tradicionais da Lap¶nia sÒo a exploraþÒo florestal (bÚtulas, pinheiros), a caþa, a criaþÒo de renas e bovinos, e a mineraþÒo do ferro, concentrada em Kiruna, Gõllivare e Malmberget, na SuÚcia. A agricultura, limitada pelo frio e pelo curto perÝodo estival, Ú de batatas, cevada e centeio. Os rios, torrenciais, sÒo adequados Ó produþÒo de energia hidrelÚtrica.
Nas ·ltimas dÚcadas do sÚculo XX, o turismo transformou-se em ind·stria florescente. Os principais atrativos sÒo os parques nacionais como, na SuÚcia, os de Sareks e Stora Sj÷fallets e, na FinlÔndia, os de Pallas-Ounastunturi e Lemmenjoki, e as estaþ§es de esportes de inverno.
PopulaþÒo. A populaþÒo, mais concentrada na parte norueguesa, Ú formada por povos aut¾ctones. Duas hip¾teses explicam a origem dos lap§es: descenderiam dos povos paleo-siberianos ou constituiriam um grupo alpino procedente da Europa central. Estudos antropol¾gicos nÒo corroboram nenhuma das hip¾teses, dados os diferentes traþos fÝsicos que se encontram dentro da etnia. Os lap§es ocupam suas atuais ßreas geogrßficas hß cerca de dois mil anos. Num primeiro momento, encontravam-se dispersos por toda a Escandinßvia, porÚm depois foram empurrados para o norte, por pressÒo dos povos escandinavos.
A lÝngua lap¶nia Ú basicamente partilhada pelos lap§es dos diversos paÝses que habitam, mas sofreu tais transformaþ§es que, na realidade, os habitantes das diferentes ßreas mal podem entender-se entre si. Na verdade, todas as populaþ§es lap¶nias sÒo hoje bilÝng³es, pois falam tambÚm a lÝngua da naþÒo correspondente. Dß-se uma recessÒo progressiva de sua lÝngua original, apesar dos esforþos das instituiþ§es culturais de carßter oficial, que procuram preservar os traþos mais importantes da cultura nativa. A lÝngua lap¶nia pertence ao ramo fino-·grico da famÝlia urßlia.
A maioria dos lap§es noruegueses dedica-se Ó pesca. Na SuÚcia e FinlÔndia sua ocupaþÒo fundamental Ú o pastoreio transumante de renas. Esses animais constituÝram durante sÚculos o principal recurso econ¶mico dos lap§es, que seguiam os rebanhos em seus deslocamentos nas diferentes estaþ§es. Ao longo do sÚculo XX, as comunidades foram abandonando o nomadismo, e sua integraþÒo na sociedade moderna se faz cada vez maior.
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