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Lampreia


  Taxonomia

As lampreias utilizam a boca como ventosa, para se fixarem no corpo dos peixes, sobre os quais atuam como parasitos. Uma vez grudadas, passam a alimentar-se do sangue e dos tecidos da vítima.

Lampreia é um vertebrado muito primitivo, situado abaixo dos peixes na escala evolutiva, pertencente à classe dos ciclóstomos, termo que significa boca arredondada, e à família dos petromizonídeos. Já se descreveram cerca de 22 espécies, comuns em regiões temperadas mas raras no Brasil e na África. O corpo é cilíndrico, alongado e escorregadio, comparável no aspecto ao dos muçuns, moréias e enguias. A boca apresenta arcos concêntricos de pequenos dentes córneos. As lampreias têm olhos desenvolvidos, uma nadadeira caudal e uma ou duas dorsais, uma só narina no topo da cabeça e sete aberturas branquiais em cada lado do corpo. O esqueleto é constituído apenas de cartilagem e a pele é nua, viscosa e sem escamas.

A vida das lampreias começa na água doce, sob a forma de larvas que se introduzem na lama. Nesse estágio, alimentam-se de microrganismos. Vários anos depois, adultas, migram para o mar, e se lançam à vida parasitária. Na época de reprodução, retornam à água doce, constroem um ninho, desovam e morrem. Há espécies lacustres, que nunca vão para o mar e vivem na água doce todas essas etapas.

A lampreia-dos-rios (Lampetra fluviatilis) atinge quarenta centímetros de comprimento e a lampreia-do-mar (Petromyzon marinus), que parasita espécies de valor econômico, como o bacalhau e o arenque, quase o dobro. Embora de pouco valor nutritivo, a carne das lampreias tem sido utilizada, desde tempos remotos, para o consumo humano.




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