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Lagarto


  Taxonomia

Répteis amplamente difundidos em todo o mundo, os lagartos apresentam grande diversidade de tamanhos e formas, desde as espécies mais comuns, próprias de regiões temperadas e tropicais, até às dos desertos australianos, notáveis por suas cores e adornos, ou os vorazes gigantes da ilha de Komodo.
Lagarto é todo réptil da ordem dos escamados (Squamata) e que compõe a subordem dos lacertílios ou sáurios (Sauria). Esta última abrange de vinte a trinta famílias de animais de corpo delgado e quatro pernas (às vezes atrofiadas ou ausentes), mandíbulas que se fundem na parte anterior e pálpebras móveis. Muitas dessas famílias são fósseis.


Principais famílias. Entre as mais importantes famílias de lagartos sobressaem: (1) agamídeos, com mais de 200 espécies na Europa, Ásia e África, inclusive o dragão-voador, que plana com as membranas que lhe cobrem o dorso; (2) anfisbenídeos, como a cobra-de-duas-cabeças, vermiforme e de olhos atrofiados; (3) angüídeos, com os gêneros Diploglossus e Ophiodes; (4) camaleontídeos, de cabeça angulosa, cauda preênsil, capacidade de mudar de cor conforme o ambiente; (5) geconídeos, que abrangem as lagartixas, com patas bem adaptadas para correr; (6) helodermatídeos, lagartos peçonhentos da América do Norte, dotados de glândulas de veneno que se abrem na "gengiva" externa da mandíbula; (7) iguanídeos e teiídeos, que abrangem dois terços dos lacertílios da fauna brasileira; (8) varanídeos, a que pertencem os monitores em geral e o maior de todos os lagartos, o dragão da ilha de Komodo (Indonésia), que alcança mais de três metros de comprimento e peso superior a 130kg.
Entre os anfisbenídeos se encontram, ao que parece, os lacertílios de feições mais primitivas. A cobra-de-duas-cabeças, representante típica dessa família no Brasil, também recebe, na Amazônia, os nomes de mãe-de-saúva e de ibijara. Leva vida subterrânea e sua cor é amarelada e pálida. De olhos quase totalmente atrofiados, acha-se muitas vezes nos formigueiros, o que explica o nome de mãe-de-saúva.
A cobra-de-vidro (Ophiodes striatus) é um angüídeo que se distribui por vários continentes. Corresponde ao licranço europeu e tem cor azulada, principalmente na barriga, com numerosas linhas finas e muito próximas umas das outras, da cabeça à cauda.
A lagartixa é o geconídeo mais conhecido. De origem africana, adaptou-se otimamente aos ambientes domésticos, onde se tornou de utilidade contra os insetos daninhos, como a mosca e o mosquito.
À família dos iguanídeos pertencem numerosas espécies de lagartos da América do Norte, inclusive o basilisco, famoso sobretudo no México. Outro bem conhecido é o sinimbu ou iguana, encontrável em grande parte da América do Sul. De cor verde manchada de azul, verde-escuro e castanho ou cinzento-escuro, confunde-se facilmente com a folhagem, pois, como os camaleontídeos, muda de cor para se proteger dos predadores. Quando grande, atinge cerca de dois metros de comprimento. Se irritado, infla o saco do pescoço e eriça a crista serrilhada.
De diversos tamanhos são os lagartos da família dos teiídeos. Alguns são quase tão pequenos como lagartixas e, no Brasil, recebem o nome de jacarepinimas ou, erroneamente, camaleões. São comuns em terrenos secos e acidentados. O principal representante da família é o teiú (Tupinambis teguixin), que pode atingir dois metros de comprimento. Alimenta-se de larvas, vermes, insetos etc. Apesar de tímido, enfrenta os cães. Acossado, infla o corpo e arqueia o dorso. Correndo, leva a cauda levantada e pode usá-la como chicote.
Esses répteis, porém, são muito ágeis, tanto nos galhos das árvores quanto na água. Alimentam-se de vegetais e insetos, bem como de outros animais pequenos. Atacados pelo homem, sua tendência é fugir mas, se a fuga é impossível, enfrentam o inimigo e cravam-lhe os dentes. São característicos os ovos desses lagartos, do tamanho dos de uma pomba, mas elásticos e aparentemente inquebráveis.


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