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Juta


  Botânica

Originária das regiões tropicais da Ásia, a juta fornece uma das mais baratas fibras têxteis de origem vegetal. Modernamente foi substituída para muitas finalidades por fibras sintéticas, mais leves e menos dispendiosas.
A juta é uma planta herbácea da família das tiliáceas, gênero Corchorus. As espécies de que se extrai a fibra são C. olitorius e C. capsularis, ou juta branca. Os caules, pouco ramificados, têm cerca de três centímetros de diâmetro e quatro a seis metros de altura. As folhas, de 10 a 15cm de comprimento, são simples e estreitas, com bordos serrados. As flores, pequenas e amarelas, reúnem-se em cimeiras. O fruto é capsular e as sementes azul-escuras em C. olitorius e castanhas em C. capsularis.
Para obter uma boa fibra, cujo comprimento médio é de 3,20m, haste e caules devem ser cortados logo que a flor murcha. A fibra extraída antes ou depois da floração é quebradiça. No processo industrial, as partes cortadas são maceradas em água estagnada e, ao fim de um período de 12 a 25 dias, a casca se solta das hastes sem que se rompam as fibras. Estas são submetidas a nova imersão para lavagem e, em seguida, são postas a secar. Menos flexível que o cânhamo e o linho, a juta é usada na produção de telas, cordas, oleados, lonas, sacos, forração de tapetes e, em combinação com outros têxteis, na confecção de veludo, assim como em cortinas, entretelas, solas de alpercatas, reforços de capas de livros etc.
Fiada e tecida há séculos na região de Bengala, a juta, chamada também cânhamo-de-bengala, cânhamo-de-calcutá ou juta-da-índia, chegou à Europa no século XVIII. Seus maiores produtores são, na Ásia, Bangladesh, Índia, China e Myanmar (Birmânia); na África, o Egito; e, na América do Sul, o Brasil, na Amazônia (Manaus e Manicoré) e em São Paulo (Iguape).

 


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