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Joseph Schumpeter


  Biografias
Destacado crítico não-marxista do capitalismo, modo de produção que estudou em profundidade, o economista e sociólogo americano de origem austríaca Joseph Schumpeter destacou-se por suas contribuições à teoria dos ciclos econômicos.
Joseph Alois Schumpeter nasceu em Trest, Morávia, então parte do império austro-húngaro, em 8 de fevereiro de 1883. Educado em Viena, foi professor nas universidades de Czernowitz e Graz. Depois de um breve período como ministro das Finanças do governo austríaco, em 1919, ensinou na Universidade de Bonn e mais tarde mudou-se para os Estados Unidos. Assumiu a cadeira de economia da Universidade de Harvard, onde ficou de 1932 até o final da vida.
Schumpeter exerceu profunda influência nas formulações da teoria econômica e, embora adversário do socialismo, foi um dos críticos mais pessimistas do capitalismo. Para ele, o capitalismo é um sistema em transição destinado a desaparecer em conseqüência da própria dinâmica de suas realizações e não, como disse Marx, pela fatalidade histórica da ascensão do proletariado. Os avanços do capitalismo, segundo ele, provocarão a perda do estímulo inovador e acarretarão o desenvolvimento de um sistema de controle estatal.
O capitalismo, para Schumpeter, apresenta três ciclos: o primeiro, mais curto, é o da acumulação; o segundo, médio, é o período de investimentos, quando surgem as inovações de alcance limitado, resultantes daquela acumulação; e o terceiro, o mais longo, caracteriza-se pelo surgimento de grandes inovações, como ferrovias, eletrificação, avanços tecnológicos etc. As crises econômicas seriam resultado da superposição, num ponto baixo, desses três ciclos, como aconteceu na depressão da década de 1930.
Aos empresários, Schumpeter atribuiu papel fundamental no desenvolvimento dos ciclos. Sem empresários inovadores, como os chamou, não haveria dinamismo e o capitalismo permaneceria num equilíbrio estático, no qual seriam nulos o crescimento real e as taxas de investimentos. Os inovadores, porém, serão também os responsáveis pelas crises econômicas, que acabarão por alijá-los do processo e substituí-los por administradores. A conseqüência é a chegada inevitável de um tipo de socialismo, embora totalmente diferente daquele previsto por Marx. No socialismo de Schumpeter, o papel principal cabe não à organização política, mas ao indivíduo mais empreendedor.
Em seu livro mais conhecido, Capitalism, Socialism and Democracy (1942; Capitalismo, socialismo e democracia), integra suas teorias econômicas e sociais e estuda a intervenção dos partidos políticos na vida democrática. Entre suas outras obras destacam-se Wesen und Hauptinhalt der theoretischen Nationalökonomie (1908; A natureza e a essência da economia nacional teórica); Theorie der wirtschaftlichen Entwicklung (1912; Teoria do desenvolvimento econômico); e Business Cycles: A Theoretical, Historical, and Statistical Analysis of the Capitalist Process (1939; Ciclos econômicos: análise teórica, histórica e estatística do processo capitalista).
Schumpeter morreu em Salisbury, Connecticut, em 8 de janeiro de 1950. Sua obra póstuma, History of Economic Analisys (1954; História da análise econômica) é fundamental para a compreensão do pensamento econômico contemporâneo.
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