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Joseph Lister


  Biografias
O brilhante pesquisador francês Louis Pasteur provou que os microrganismos podem causar doenças. Ao aplicar a teoria de Pasteur, o cirurgião e médico britânico Joseph Lister encontrou os fundamentos a partir dos quais surgiria a medicina anti-séptica.
Joseph Lister nasceu em 5 de abril de 1827 em Upton, Essex, Reino Unido. Foi o segundo filho de Joseph Jackson Lister, comerciante e físico amador, e de sua esposa Isabella Harris, membros da Sociedade de Amigos, ou quacres. Recebeu boa formação científica, com ênfase em história natural e ciência. O pai, inventor do microscópio acromático, desempenhou papel importante em sua educação. Estudante brilhante, Lister formou-se em medicina em 1852.
Em 1853, foi designado ajudante de James Syme, um dos mais célebres cirurgiões de sua época, com cuja primogênita casou-se em abril de 1856. Profundamente religioso, Lister ingressou na Igreja Episcopal da Escócia. Em agosto de 1861 foi nomeado cirurgião do Hospital Real de Glasgow, onde calculou que 45% a 50% das pessoas que sofriam amputações morriam vítimas de septicemia, ou infecção generalizada produzida pela presença de agentes estranhos no sangue.
Lister até então havia se concentrado no estudo do mecanismo de coagulação do sangue e no papel dos vasos sangüíneos nas primeiras fases da inflamação. Rejeitou o conceito comumente aceito de miasma -- infecção direta por emanações pestilentas -- e sugeriu que a septicemia podia ser causada por um pó tão fino quanto o pólen. O conhecimento, em 1865, da obra de Pasteur foi decisivo em seus estudos e levou-o a empregar o ácido fênico como barreira contra a doença. O êxito foi total e o número de falecimentos por infecção caiu para 15%.
Com a morte de Syme, Lister passou a ocupar a cátedra de cirurgia em Edimburgo, a partir de 1869, e contruiu excelente reputação entre cientistas e estudantes. Em 1877 realizou a primeira operação de rótula, que anteriormente, sem o emprego de anti-sépticos, implicava infecção generalizada quase certa. Os resultados satisfatórios foram reconhecidos tanto internacionalmente quanto em seu país, que o nomeou, em 1897, barão Lister de Lyme Regis. Em 1902, tornou-se um dos 12 membros da Ordem do Mérito. Quase cego e surdo, Lister morreu em 10 de fevereiro de 1912, em Walmer, Kent, Reino Unido.