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John Maynard Keynes


  Biografias
Depois de Adam Smith, David Ricardo e Thomas Malthus, economistas da escola clássica, e de Karl Marx, nenhum outro teórico foi tão importante quanto Keynes, pensador de poderosa influência na renovação das teorias econômicas clássicas e na reformulação da política econômica de livre mercado.
John Maynard Keynes nasceu em Cambridge, Reino Unido, em 5 de junho de 1883. O pai, renomado economista, ocupou o cargo de vice-reitor acadêmico da Universidade de Cambridge, e a mãe foi uma das primeiras mulheres graduadas por aquela universidade. Estudou em Eton e no King"s College. Tornou-se professor de economia em Cambridge e colaborou em diversas missões do governo britânico, entre elas a Conferência de Paz de Versalhes, em meio à qual renunciou por discordar das pesadas indenizações de guerra exigidas aos países vencidos, principalmente a Alemanha. Para expressar esse desacordo, Keynes escreveu o livro The Economic Consequences of the Peace (1919; As conseqüências econômicas da paz).
A oposição à política econômica do governo britânico lhe valeu uma certa marginalização nos meios oficiais, até que as graves conseqüências da grande depressão de 1929 despertaram o interesse dos políticos e economistas por suas idéias. Desde alguns anos, Keynes criticava severamente a economia clássica, especialmente a suposta existência de mecanismos "infalíveis" de auto-regulação, que permitiriam ao sistema econômico recuperar o equilíbrio em todas as circunstâncias. Apesar das divergências, Keynes ocupou importantes cargos na administração pública entre as duas guerras mundiais.
O livro Treatise on Money (1930; Tratado sobre a moeda) antecipa os pontos principais da teoria econômica que Keynes desenvolveria em sua obra fundamental, The General Theory of Employment, Interest and Money (1936; Teoria geral do emprego, do juro e da moeda). Nela, Keynes defende seu conceito de "multiplicador de demanda": aumentos de gastos governamentais resultam em elevação da demanda agregada, o que gera uma sub-utilização de trabalho e capital subempregados a níveis tais que a produção se expande em proporção superior ao crescimento daqueles gastos. Em resumo, o que Keynes afirmava era que os investimentos públicos e privados determinam diretamente a elevação e a redução dos níveis de renda e emprego. Em contraposição à tese da escola clássica, segundo a qual o estado deveria manter-se, tanto quanto possível, à margem da atividade econômica, Keynes propunha que o estado se transformasse em motor do desenvolvimento.
A obra de Keynes foi plenamente reconhecida em  seus últimos anos de vida. Em 1944 ele chefiou a delegação do Reino Unido à Conferência de Bretton Woods, nos Estados Unidos. Seu projeto para a estabilização monetária internacional, conhecido como Plano Keynes, em conjunto com o Plano White americano, serviu de base para a criação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), entidade da qual foi um dos primeiros dirigentes.
Fala-se, no âmbito da história econômica, de uma era keynesiana, tal a influência que sua obra exerceu, durante décadas, nos meios econômicos internacionais. Sagrado cavaleiro da coroa britânica, Lord Keynes, barão de Tilton, morreu em Firle, Sussex, em 21 de abril de 1946.
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