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Jean Renoir


  Biografias

Em mais de cinquenta anos de trabalho, em que se revelou mestre tanto no cinema mudo quanto no sonoro, Renoir realizou uma obra generosa e de grande vitalidade.

Jean Renoir nasceu em Paris, em 15 de setembro de 1894. Seu pai, o célebre pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir, queria que o filho se tornasse ceramista, mas Jean se inclinava para a carreira militar. Depois da primeira guerra mundial, na qual foi gravemente ferido, pretendeu cumprir o desejo paterno, mas no início da década de 1920 redescobriu a antiga paixão juvenil pelo cinema. O primeiro filme que realizou foi La Fille de l`eau (1924; A filha da água), que mais tarde renegou como ingênuo e mal realizado. Fortemente influenciado, no início da carreira, por Erich von Stroheim, Renoir procurou encontrar, dentro do realismo poético, uma linguagem própria: de Nana (1926) a Le Crime de monsieur Lange (1935), passando por La Petite Marchande d`allumettes (1928; A pequena vendedora de fósforos), La Chienne (1931; A cadela) e Toni (1934), é o cineasta do cotidiano, eminente francês, que compreende e ama a gente simples.

Entre 1935 e 1940 Renoir realizou algumas de suas obras-primas: La Vie est à nous (1936), Le Bas-fond (1936), o lírico e corajoso La Grande Illusion (1937; A grande ilusão), sobre pioneiros da primeira guerra mundial, La Bête humaine (1938; A besta humana) e sobretudo La Règle du jeu (1939; A regra do jogo), obra de grande beleza, mas só conhecida em sua versão integral a partir de 1965. Depois seus filmes ganharam um tom dramático: os grandes temas são a denúncia da hipocrisia e das convenções, a sátira às classes dirigentes.

Em 1940, com a invasão da França pelos alemães e  depois que o êxito de seus filmes o havia elevado à condição de líder do cinema de seu país, transferiu-se para os Estados Unidos. Em Hollywood, fez Swamp Water (1941; O segredo do pântano) e The Southerner (1946; O sulista). Depois rodou na Índia The River (1951; O rio), em torno da magia do Ganges, e, de volta à França, dirigiu Le Carrosse d"or (1952; O coche de ouro), apoteose de cor e ritmo rodada na Itália, e Eléna et les hommes (1956; As estranhas coisas de Paris), um dos poucos filmes do cineasta lançado no Brasil. Renoir morreu em Los Angeles, Estados Unidos, em 12 de fevereiro de 1979.


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