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Iodo


  Bioquímica

Encontrado na natureza sob a forma de íon em diferentes compostos ou moléculas diatômicas, o iodo tem função fisiológica importante na regulação da glândula tireóide, além de formar compostos largamente empregados na indústria química.
Iodo é um elemento químico de símbolo I, pertencente ao grupo dos halogênios, do qual também fazem parte o flúor, o cloro, o bromo e o astato. Descoberto em 1811 pelo francês Bernard Courtois, fabricante de salitre, o elemento foi estudado por Gay-Lussac e Humphry Davy e, em 1813, batizado de iodo -- do grego ioeides, "violeta", em alusão à coloração do vapor por ele liberado.


Propriedades físicas e químicas. À temperatura ambiente, o iodo é um sólido altamente volátil, de aspecto cristalino e coloração quase negra. O iodo é muito pouco solúvel na água, mas altamente solúvel em compostos como dissulfeto de carbono, tetracloreto de carbono e clorofórmio, aos quais confere coloração violeta. Quando dissolvido em álcool ou éter, forma soluções de cor marrom. Seus isótopos radioativos apresentam número de massa entre 119 e 139. Como os demais halogênios, o iodo é muito reativo e não ocorre, na natureza, em estado livre.


Obtenção, importância e aplicações. O iodo é encontrado em pequenas proporções (entre 1 e 50mg/kg) na água do mar, na forma de iodeto de sódio (NaI), e nos campos petrolíferos, na forma de iodeto de potássio (KI). É extraído industrialmente das águas salgadas dos poços de petróleo e como subproduto do processo de obtenção do salitre do Chile, em cujos depósitos ocorre na forma de iodato de sódio (NaIO3). Está presente nos tecidos orgânicos animais e vegetais em pequenas quantidades, mas é abundante nas algas marinhas, concentradoras de iodo.
Pouco tóxico, o iodo está ligado à regulação das funções da tireóide no corpo humano e, em solução alcoólica (tintura de iodo), era usado como anti-séptico até que se descobriu que retardava o restabelecimento dos tecidos. Diversos sais de iodo são empregados no tratamento de afecções como arteriosclerose, hipertensão arterial, sífilis, actinomicose, enfisemas, bronquite crônica e algumas formas de artrite. Na indústria, o iodo é componente importante na fabricação de películas fotográficas, corantes, reagentes e produtos intermediários usados na síntese de compostos orgânicos e em laboratórios de análise.