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Ingmar Bergman


  Biografias
Comparável a enfoques da filosofia existencialista, o cinema de Ingmar Bergman evoluiu de uma angustiada busca do sentido da vida para uma abordagem original dos problemas suscitados pelos relacionamentos humanos.
Ernst Ingmar Bergman nasceu em Uppsala, Suécia, em 14 de julho de 1918. Filho de um pastor luterano, o ambiente religioso em que passou a infância influenciou sua formação moral e intelectual. Na adolescência já se sentia seduzido pelo cinema, a cujos recursos expressivos dava grande valor. Mas, como tantos outros cineastas, começou por dedicar-se ao teatro, atividade que nunca abandonou.
Em seu primeiro filme, Kris (1945; Crise), reflete-se o pessimismo do pós-guerra europeu. Em 1949, ao realizar Fängelse (Prisão), Bergman iniciou uma fase em que dois temas fundamentais coexistem: um, de caráter filosófico, em torno de questões como a existência de Deus ou do bem e do mal; outro, de tipo satírico, centrado nos problemas da falta de comunicação entre as pessoas.
Em 1956, no início de outra fase, procurou desesperadamente alguma revelação que o ajudasse a compreender a vida, em toda sua extensão, e o mistério da morte. O filme mais representativo de Bergman, na época, foi Det Sjunde Inseglet (1957; O sétimo selo), alegoria ambientada na Idade Média, com que obteve fama mundial. No mesmo ano conseguiu grande sucesso no festival de Cannes com Sommarnattens leende (1955; Sorrisos de uma noite de verão). Dessa fase são também Ansiktet (1958; O rosto), Jungfrukällan (1959; A fonte da donzela) e Sasom i en spegel (1960; Através de um espelho). Em Viskingar och rop (1972; Gritos e sussurros) e Herbstsonate (1978; Sonata de outono) pretendeu evitar sua visão angustiada da realidade e ofereceu uma alternativa esperançosa às protagonistas femininas, freqüentes em seus filmes e sempre de fundamental importância. Os sucessos acumulados ao longo de sua carreira culminaram em 1983 com a obtenção do Oscar hollywoodiano para o melhor filme estrangeiro, por Fanny och Alexander (Fanny e Alexander).
O cinema de Bergman não trouxe grandes inovações formais, mas sua excelente direção de atores e a profundidade filosófica dos temas tornaram-no uma das figuras mais destacadas do cinema mundial. Sua análise angustiada da situação humana nada perdeu da intensidade com os anos. A progressiva eliminação dos elementos dispersivos de adorno permitiu que seus filmes constituíssem um grande drama abstrato sobre a relação do homem com seus semelhantes e, talvez, com Deus. Bergman lida com a tentativa do homem para definir a própria personalidade, removendo as muitas máscaras para ver que rosto surge por trás. As imagens do criador como ator ou como mágico retornam aqui e ali em sua obra. Ele mesmo incorpora facetas de pensador e de ator, de pregador e de charlatão; em Bergman, todos os papéis são fundidos para criar um artista de grande força e individualidade. A aparência enevoada de seus filmes, quer nas imagens do ambiente físico, quer no tocante aos sentimentos humanos, garantiu-lhe a realização de um estilo maior e inconfundível.

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