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Ilhas Malvinas


  Geografia Fisica

Um dos últimos resquícios do colonialismo europeu na América do Sul, as ilhas Malvinas foram disputadas pela Argentina e pelo Reino Unido em 1982, numa guerra que durou dez semanas.
As ilhas Malvinas (ou Falkland para os britânicos) estão situadas no sul do Atlântico, a 480km do território argentino. Administradas como colônia britânica, ocupam uma superfície de 12.200km2, que compreende as ilhas da Grande Malvina (ou Malvina Ocidental) e Soledad (ou Malvina Oriental) e outras duzentas ilhas menores. A administração estende-se às dependências britânicas da Geórgia do Sul, às ilhas Sandwich do Sul e às ilhotas Shag e Clerke. A capital é Port Stanley (ou Porto Argentino).
Uma cadeia de montanhas corta as Malvinas na direção leste-oeste, com altitudes que chegam a 700m. A temperatura média anual é de 5o C, e as chuvas são bem distribuídas ao longo do ano. A vegetação predominante é de tundra, e na fauna sobressaem sobretudo espécies marinhas -- peixes, focas, pingüins, leões marinhos e elefantes marinhos -- e aves -- albatrozes, caminheiros, falcões e caracarás.
A população descende principalmente de britânicos. Vive em pequenas comunidades dedicadas à criação de ovelhas ou em Port Stanley -- que concentrava dois terços da população no final do século XX. Quase todo o território das Malvinas é voltado para a pecuária ovina. A lã, vendida ao Reino Unido, é a principal fonte de recursos da colônia.


História. O navegador inglês John Davis foi o primeiro a avistar as ilhas, em 1592. O holandês Sebald van Weerdt passou por elas em 1600. Noventa anos depois, o britânico John Strong fez o primeiro desembarque no arquipélago e deu o nome de Falkland ao estreito que separa as duas ilhas principais. Navegadores franceses do porto de St. Malo freqüentaram o arquipélago a partir do século XVIII, e daí surgiu o nome Malvinas.
Em 1764, os franceses estabeleceram-se na Malvina Oriental e, um ano mais tarde, os britânicos ocuparam a Ocidental. Em 1767, a Espanha comprou a zona francesa. Três anos depois expulsou os britânicos, que voltaram em 1771. Por razões econômicas, a Grã-Bretanha abandonou o arquipélago em 1774, mas não renunciou a seus direitos sobre as Malvinas. Em 1820, as Províncias Unidas do Rio da Prata, independentes da Espanha, proclamaram sua soberania sobre as ilhas. Treze anos depois, as forças armadas britânicas expulsaram todos os argentinos sem disparar um tiro. Em 1892, as Malvinas adquiriram o status de colônia.
O direito da Argentina sobre o território começou a ser debatido nas Nações Unidas em 1964. A Argentina baseou suas reivindicações em bulas papais de 1493, modificadas pelo Tratado de Tordesilhas (1494), que dividiu o mundo entre Portugal e Espanha; na condição de sucessora da Espanha; na proximidade das ilhas; e na necessidade de pôr fim à situação colonial. Os britânicos basearam seu direito na posse, administração e ocupação das ilhas desde 1833 e na decisão de aplicar aos malvinenses o princípio da autodeterminação reconhecido pelas Nações Unidas. Após anos de discussão, tropas argentinas invadiram o arquipélago em abril de 1982 e iniciaram a guerra das Malvinas. Em junho, no entanto, renderam-se a uma poderosa frota britânica, que reocupou as ilhas.


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