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Icterícia


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Importante indicador de algumas doenças do sangue e principalmente do fígado, a icterícia, na maioria dos casos, não provoca dano maior ao organismo além da cor amarela ou esverdeada que confere ao paciente.


Icterícia é um sinal clínico que consiste na coloração amarelada da pele, das escleróticas e das mucosas, devido à impregnação dos tecidos pela bilirrubina, pigmento proveniente da degradação da hemoglobina, esta um componente dos glóbulos vermelhos do sangue. Manifesta-se em diferentes graus, de acordo com o nível de concentração de bilirrubina. Um indivíduo normal tem no máximo 0,8mg de bilirrubina em cem mililitros de sangue. Com dois a três miligramas, já é possível notar alterações de cor na pele e nas escleróticas. Para que as mucosas se tornem ictéricas, são necessários níveis mais altos.


Os mecanismos causadores de icterícia mais comuns são: (1) superprodução de bile pelo fígado, de tal forma que o organismo não consegue excretar uma parte dela; (2) defeito congênito, que pode impedir a remoção de pigmentos biliares ou causar superprodução; (3) incapacidade das células do fígado para remover os pigmentos biliares do sangue, decorrente de algum mal hepático; (4) escoamento de bilirrubina removida pelo fígado na corrente sanguínea; e (5) obstrução dos canais biliares.


A doença pode ser classificada em icterícia de retenção ou de regurgitação. Na de retenção, os pigmentos permanecem na corrente sanguínea em função de algum problema que dificulta sua remoção. Esse distúrbio é clinicamente diagnosticado quando se detectam quantidades anormais de pigmento na matéria fecal, ausente na urina. Na icterícia de regurgitação há um retorno de bilirrubina para a corrente sanguínea, após o pigmento ter sido filtrado do sangue pelo fígado ou diretamente dos canais biliares.



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