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Hortelã


  Botânica
Muito aromática, de largo emprego na indústria farmacêutica e na medicina caseira, a hortelã, tomada em forma de chá, tem efeito imediato para facilitar a digestão. Isso explica seu uso tradicional na cozinha como tempero de carnes e outros pratos, para torná-los mais saborosos e digeríveis.
Por hortelã são conhecidas numerosas ervas perenes do gênero Mentha, da família das labiadas, a mesma do alecrim, do orégano e da erva-cidreira. A mais típica de todas é a hortelã-pimenta (Mentha piperita), híbrido de origem geográfica ignorada, descrito no fim do século XVII pelo botânico inglês J. Ray. Tal híbrido, proveniente do cruzamento de M. aquatica e M. spicata, é considerado a matriz de todas as variedades de hortelã hoje em cultivo. A espécie M. aquatica, de que se faz o afamado licor Pepermint (nome inglês da planta), foi introduzida no Brasil logo depois de 1500, pois ao tempo de Gabriel Soares de Sousa, autor de Tratado descritivo do Brasil, já era considerada uma "praga" na Bahia.
A hortelã-pimenta cresce de trinta a cinqüenta centímetros, tem raízes fibrosas e rampantes, dá flores violáceas em espigas que se formam nas extremidades dos ramos e emite uma sucessão de estolhos pelos quais se propaga para revestir grandes áreas. As folhas oval-lanceoladas, serrilhadas e ligeiramente aveludadas são as partes colhidas para uso medicinal. Sua essência destilada pode conter mais de cinqüenta por cento de mentol, anti-séptico das vias respiratórias, bem como alguns princípios amargos que atuam sobre a digestão, ativam a secreção de bílis e combatem o acúmulo de gases no tubo digestivo. O óleo isolado da essência de hortelã entra na composição de muitos preparados medicinais com efeitos antiinflamatórios e antiespasmódicos. Os banhos de hortelã já foram comuns para o combate a afecções da pele de origem alérgica.

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