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  Biografias

Na antiguidade se sabia que a administração dos extratos de órgãos e glândulas animais aliviava e mesmo curava certas doenças. A partir da Idade Média -- quando passaram a predominar os medicamentos de origem vegetal -- esse costume caiu no esquecimento, para voltar a ser valorizado no século XIX, quando a pesquisa biológica permitiu isolar e sintetizar alguns hormônios.
Hormônio é toda substância elaborada em qualquer espécie dos seres vivos (plantas e animais) que, levada a diferentes pontos do organismo através do aparelho circulatório, produz efeitos fisiológicos tais como a ativação do desenvolvimento geral ou a diferenciação de determinados tecidos, ou mesmo a regulação das reações metabólicas ou o desencadear de dado comportamento.


Características gerais. Os hormônios são produzidos nas glândulas endócrinas, ou de secreção interna, e de seu estudo ocupa-se a endocrinologia. Podem ser entendidos como mensagens químicas que estimulam ou inibem uma resposta. O mecanismo de sua atuação ainda não está inteiramente esclarecido, mas é certo que envolve a interação de grupamentos específicos de suas moléculas com outros grupamentos químicos também específicos do ponto de ação (ou alvo do hormônio) denominados receptores: estes podem estar no interior da célula (receptores citossômicos) ou em sua superfície (receptores de membrana).
Por sua estrutura química, os hormônios podem derivar de aminoácidos (unidades que compõem as proteínas), de peptídios (cadeias não muito longas de aminoácidos que, entrelaçadas, configuram as moléculas protéicas) ou de esteróides (de natureza graxa). Ao primeiro grupo pertence o hormônio da tireóide; ao segundo, a maioria dos hormônios conhecidos, desde a insulina ao do crescimento; e ao terceiro os hormônios sexuais masculinos e femininos, bem como os das glândulas supra-renais.


Hormônios vegetais. O crescimento e o desenvolvimento normais de uma planta são regulados, em parte, pelas ações estimulante e inibidora de hormônios antagônicos. Os principais hormônios das plantas são o ácido abscísico e três grupos de substâncias químicas: as auxinas, as giberelinas e as citocininas. As auxinas controlam o crescimento das plantas e também participam do controle da queda sazonal das folhas e dos frutos, assim como do estímulo ao desenvolvimento das raízes adventícias, dos frutos e das flores de muitas plantas.
As giberelinas parecem influir no comprimento dos troncos. Nos caules jovens, incrementam a separação dos entrenós sem afetar o número de nós. Também induzem a formação enzimática em certas sementes e ativam a floração em algumas plantas. As citocininas estimulam a reprodução e a ampliação celular de frutos jovens, de vários tecidos de plantas vasculares e de sementes em desenvolvimento. Pesquisou-se, ainda, a intervenção dessas substâncias na inibição do envelhecimento e degradação de determinados tecidos.
Os efeitos estimulantes das giberelinas e citocininas no crescimento são contrabalançados pela ação oposta do ácido abscísico, que também inibe a transpiração, ao provocar o fechamento dos cistomas, órgãos de abertura através dos quais os vegetais regeneram seu fluxo gasoso.


Hormônios animais. Embora se tenha demonstrado a ação hormonal em muitos animais invertebrados, entre os quais os vermes anelídeos, os crustáceos, insetos e moluscos, é nos vertebrados que o sistema endócrino atinge complexidade e desenvolvimento maiores. A glândula pituitária ou hipófise desempenha papel fundamental na coordenação de todo o sistema endócrino. As moléculas que libera, mediante a ação do hipotálamo, conhecidas como estimulantes hormonais ou tropinas, chegam aos principais órgãos do corpo e fazem-nos produzir hormônios de ação mais ou menos geral ou sintetizar, em maior ou menor quantidade, substâncias como as proteínas e gorduras.
No lóbulo anterior da hipófise, liberam-se: o ACTH (adrenocorticotrofina ou adrenocorticotropina), que estimula o crescimento do córtex supra-renal; o TSH (tireotrofina), que leva a tireóide a produzir o respectivo hormônio; o STH (somatotropina ou hormônio de crescimento), que induz a síntese de proteínas e ativa o desenvolvimento corporal; a prolactina, que atua sobre as glândulas mamárias e provoca a produção do leite; o LH (hormônio luteinizante), responsável pela segregação de importantes hormônios femininos pelos ovários, e do masculino, pelos testículos; o FSH (hormônio folículo-estimulante); e o MSH (hormônio melanóforo-estimulante), que regula a dispersão do pigmento na pele. O lóbulo posterior da hipófise libera a oxitocina, que induz as contrações do útero durante o parto, e a vasopressina, ou hormônio antidiurético (ADH), que regula a reabsorção de água pelos rins.
Entre os principais hormônios produzidos em diferentes órgãos e glândulas distribuídos por todo o corpo e que respondem ao estímulo da hipófise devem citar-se a tiroxina, que ativa o metabolismo basal e a liberação de energia; a insulina, do pâncreas, que estimula a entrada das moléculas de glicose do sangue nas células dos tecidos hepático e muscular, onde se unem entre si em longas cadeias de glicogênio, e também induz a síntese de proteínas; a corticosterona, a cortisona, a aldosterona e outras, produzidas no córtex das cápsulas supra-renais; a adrenalina ou epinefrina, elaborada na medula dessas cápsulas, que aumenta o metabolismo basal, estimula a atividade respiratória e prepara o indivíduo para enfrentar situações de emergência; a testosterona, ou hormônio masculino, formado nos testículos; e o estradiol e a progesterona, produzidos nos ovários e relacionados, respectivamente, com o aparecimento dos caracteres sexuais secundários na mulher e seu ciclo menstrual.


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