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Hepatite E


  Patologias

A hepatite E Ú uma doenþa infecciosa aguda, causada pelo vÝrus da hepatite E, que produz inflamaþÒo e necrose do fÝgado. A transmissÒo do vÝrus Ú fecal-oral, e ocorre atravÚs da ingestÒo de ßgua (principalmente) e alimentos contaminados. A transmissÒo direta de uma pessoa para outra Ú rara. Uma pessoa infectada com o vÝrus pode ou nÒo desenvolver a doenþa. A infecþÒo confere imunidade permanente contra a doenþa. A hepatite E ocorre mais comumente em paÝses onde a infra-estrutura de saneamento bßsico Ú deficiente e ainda nÒo existem vacinas disponÝveis.


TransmissÒo

O ser humano parece ser o hospedeiro natural do vÝrus da hepatite E, embora haja possibilidade de um reservat¾rio animal (o vÝrus jß foi isolado em porcos e ratos) e seja possÝvel a infecþÒo experimental de macacos. A transmissÒo do vÝrus ocorre principalmente atravÚs da ingestÒo de ßgua contaminada, o que o pode determinar a ocorrÛncia de casos isolados e epidemias. As epidemias em geral acometem mais adolescentes e adultos jovens (entre 15 e 40 anos). A transmissÒo entre as pessoas que residem no mesmo domicÝlio Ú incomum. O perÝodo de transmissibilidade ainda nÒo estß bem definido. Sabe-se que 30 dias ap¾s uma pessoa ser infectada, desenvolvendo ou nÒo as manifestaþ§es da doenþa, o vÝrus passa a ser eliminado nas fezes por cerca de duas semanas.


Riscos

A infecþÒo pelo vÝrus da hepatite E Ú mais comum em paÝses em desenvolvimento, onde a infra-estrutura de saneamento bßsico Ú inadequada ou inexistente. As epidemias estÒo relacionadas a contaminaþÒo da ßgua, e ocorrem mais comumente ap¾s inundaþ§es. A infecþÒo por ingestÒo de alimentos contaminados, mesmo frutos do mar crus ou mal cozidos,  parece pouco comum. Existem registros de epidemias na ═ndia, PaquistÒo, R·ssia, China, ┴frica Central, Nordeste da ┴frica, Peru e MÚxico, ßreas onde o vÝrus E chega a ser responsßvel por 20% a 30% das hepatites virais agudas. Na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, menos que 2% da populaþÒo tem evidÛncia sorol¾gica de infecþÒo pelo vÝrus E. Nesses lugares, os casos de hepatite E sÒo esporßdicos e, em geral, ocorrem em viajantes que retornam de ßreas endÛmicas.

No Brasil nÒo existem relatos de epidemias causadas pelo vÝrus da hepatite E. Os dados disponÝveis sÒo escassos e incompletos, embora demonstrem a ocorrÛncia da infecþÒo. A infecþÒo foi detectada em vßrios estados brasileiros, atravÚs de mÚtodos sorol¾gicos. Na Bahia, em 1993, em 701 pessoas, detectou-se  reatividade para o vÝrus da hepatite E em 2% de doadores de sangue, em 25% de portadores de hepatite A, em 11,5% dos pacientes com hepatite B, 0% em hepatite aguda C e em 26% dos pacientes com hepatite aguda nÒo A, nÒo B nÒo C. E. Em Mato Grosso e SÒo Paulo a reatividade  para o vÝrus da hepatite E foi de 3,3% e 4,9% respectivamente. Em 1996, no Rio de Janeiro, a ocorrencia da infecþÒo pelo vÝrus da hepatite E  foi demonstrada,   em 17 (7,1%) de 238 pessoas, a maioria (16 de 17) em maiores de 12 anos.


Medidas de proteþÒo individual

A hepatite E pode ser evitada atravÚs das medidas de prevenþÒo contra doenþas transmitidas por ßgua e alimentos. Estas medidas incluem a utilizaþÒo de ßgua clorada ou fervida e o consumo de alimentos cozidos, preparados na hora do consumo. Deve-se lavar cuidadosamente as mÒos com ßgua e sabÒo antes das refeiþ§es. O consumo de bebidas e qualquer tipo de alimento adquiridos com vendedores ambulantes deve ser evitado. Ainda nÒo existem vacinas contra a hepatite E, e nem estudos que comprovem a eficßcia do uso profilßtico de imunoglobulina.


Manifestaþ§es

A infecþÒo pelo vÝrus da hepatite E pode ou nÒo resultar em doenþa. As manifestaþ§es, quando surgem, podem ocorrer de 15 a 60 dias (40, em mÚdia) ap¾s o contato com o vÝrus da hepatite E (perÝodo de incubaþÒo). A evoluþÒo da doenþa em geral Ú benigna, com icterÝcia, mal estar, perda do apetite, febre baixa, dor abdominal , nßuseas, v¶mitos e urina escura. Menos comumente podem surgir diarrÚia e dor nas articulaþ§es. As grßvidas, principalmente no ·ltimo trimestre de gestaþÒo, tÛm risco maior de evoluþÒo para hepatite fulminante, com alto Ýndice de letalidade (20%).

A confirmaþÒo do diagn¾stico de hepatite E nÒo tem importÔncia para tratamento da pessoa doente, poÚm. Ú fundamental para a diferenciaþÒo com outros tipos de hepatite. A confirmaþÒo Ú feita atravÚs de exames sorol¾gicos. Os mÚtodos mais utilizados sÒo o ELISA, imunofluorescÛncia e PCR para detectar HEV RNA no soro e fezes. A pesquisa de anticorpos IgM contra o vÝrus da hepatite E no sangue se reativa, indica infecþÒo recente. Esses anticorpos geralmente podem ser detectados quatro semanas ap¾s exposiþÒo.

A hepatite E nÒo tem tratamento especÝfico. As medidas terapÛuticas visam  reduzir a intesidade dos sintomas. No perÝodo inicial da doenþa estß indicado repouso relativo, e a volta Ós atividades deve ser gradual. As bebidas alco¾licas devem ser abolidas. Os alimentos podem ser ingeridos de acordo com o apetite e a aceitaþÒo da pessoa, nÒo havendo necessidade de dietas. A recuperaþÒo Ú completa, e o vÝrus Ú totalmente eliminado do organismo. NÒo hß desenvolvimento de doenþa hepßtica cr¶nica ou estado de portador cr¶nico do vÝrus.


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