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Guaraná


  Botânica

Os índios brasileiros recorriam ao guaraná sempre que necessitavam de maiores energias para executar trabalhos físicos exaustivos. A ação estimulante da semente do guaraná provém de seu alto teor de cafeína. Talvez por isso os índios lhe atribuíssem propriedades de panacéia e estimassem a planta como verdadeiro elixir da longa vida.
Guaraná é o fruto do guaranazeiro (Paullinia cupana, variedades sorbilis e typica), arbusto trepador da família das sapindáceas. A planta atinge até dez metros de altura. Tem casca escura, folhas pinadas pentafoliadas, flores grandes, brancas e aromáticas. O fruto apresenta-se em cápsula piriforme, que lembra uma pitanga; dá em cachos vermelhos, muito ornamentais, e quando seco é quase preto. A semente, ovóide, tem cerca de 12mm de diâmetro. O principal centro de produção fica na Amazônia, na zona entre os rios Maués-Açu, Paraná do Ramos e Andirá.
As primeiras notícias sobre o guaraná vieram de viajantes que, em séculos passados, percorrendo o interior do Brasil, tomaram conhecimento de uma pasta, endurecida em bastões pelo calor e pela fumaça, que os habitantes da região dissolviam em água para fazer uma beberagem estimulante. O preparo do guaraná começa pela moagem das sementes. A pasta é moldada em forma de bastão antes de seca e, uma vez endurecida, deve ser transformada em pó por raspagem com limas ou com a língua seca do peixe amazônico pirarucu.
Na Amazônia venezuelana prepara-se, com outra variedade da mesma planta, a cupana, produto semelhante ao guaraná. Os bastões são comercializados no Brasil e em países limítrofes, como Bolívia e Peru. Os brasileiros consomem o produto ainda sob forma de xarope para preparação de refrescos. O nome guaraná se aplica também a uma bebida gasosa fabricada industrialmente.
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