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Grandjean de Montigny


  Biografias
A transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, teve ampla repercussão nas mudanças por que passou o Brasil no século XIX. As artes também passaram por uma renovação quando, seis anos depois, chegou a missão artística francesa liderada pelo francês Grandjean de Montigny, arquiteto de renome na Europa.
Auguste-Henri-Victor Grandjean de Montigny nasceu em Paris em 15 de julho de 1776. Arquiteto de grande mérito, recebeu o Prêmio Roma em 1799 e ganhou maior fama depois de reformar a Villa Medici, em Roma, em 1803, e construir o palácio Bellevue, em Kassel, Vestfália. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1816, como líder do grupo de pintores, escultores e arquitetos franceses chamados por D. João VI para colaborar no desenvolvimento das artes no Brasil.
Logo que chegou, recebeu o título de professor de arquitetura, o primeiro oficialmente concedido no país. Foi incumbido de projetar o edifício da futura Academia Imperial de Belas-Artes e, mais tarde, responsabilizou-se pela elaboração de projetos oficiais e privados, que impregnou de sua concepção neoclássica, alterando por completo os conceitos arquitetônicos então vigentes. Uma resistência mal disfarçada insinuou-se entre alguns administradores afeiçoados aos métodos tradicionais, e mesmo os mestres-de-obra chegaram a mover intensa campanha contra o refinamento de Montigny e seus novos princípios de aeração e higiene, que exigiam a modificação radical das plantas de arquitetura usadas na época. Além dos trabalhos na missão artística, interrompidos em 1817, Montigny projetou e construiu residências particulares nas ruas do Passeio, Mariz e Barros, Haddock Lobo e Catumbi, no Rio de Janeiro.
Em 1821, projetou o edifício da praça do Comércio (depois prédio da Alfândega, Segundo Tribunal do Júri, Casa França-Brasil) e, mais tarde, executou notáveis obras públicas, como a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, a primeira e a segunda praças do Comércio, o mercado da Candelária e a adaptação do Seminário São Joaquim para funcionamento do Colégio Pedro II. A influência do arquiteto permaneceu por muitas décadas e suas lições orientaram vários discípulos. Montigny morreu no Rio de Janeiro em 2 de março de 185O.
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