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Golfinho


  Zoologia

Em grupos, como muitas vezes são avistados, os golfinhos usam em conjunto seus recursos sensoriais para perscrutar o ambiente ao redor e detectar eventuais perigos. Nessas sondagens, valem-se de seu sistema de sonar, capaz de captar e distinguir ecos e sons emitidos pelos companheiros.
Mamífero cetáceo da subordem dos odontocetos, com uma só narina e com dentes, o golfinho se distingue das grandes baleias dotadas de barbatanas que integram a subordem dos misticetos. Tem o corpo cilíndrico e hidrodinâmico, que varia de dois a três metros de extensão, cabeça pouco diferenciada do tronco e pele lisa.

Cerca de trinta espécies de três famílias -- delfinídeos, platanistídeos e estenídeos -- ocorrem no litoral brasileiro. Conforme as regiões do país, os golfinhos são também chamados de botos, delfins ou toninhas. O termo boto aplica-se em geral às espécies menores, como Sotalia guianensis, que já foi freqüente na baía de Guanabara. A forma fluvial do mesmo gênero, o boto-cinza ou tucuxi (S. fluviatilis), encontra-se nos rios da bacia amazônica, onde também ocorre o Inia geoffrensis, o chamado boto-branco, rosa, vermelho ou malhado.

A família dos delfinídeos, de animais tipicamente bicudos, é integrada por grande diversidade de espécies. Entre elas estão os golfinhos que dão espetáculos em aquários, o que denota versátil capacidade de aprendizagem. Esses animais destacam-se pelo repertório vocal de que dispõem e de que se valem em elaboradas formas de comunicação. Entre eles está também o golfinho comum (Delphinus delphis), cosmopolita e muito comum em representações plásticas na arte medieval e clássica da Europa.

No decorrer da evolução, os ancestrais dos atuais golfinhos passaram por várias modificações, como a transformação dos membros anteriores em nadadeiras e a perda dos membros posteriores, dos quais restam somente, em algumas espécies, ossos vestigiais. O espiráculo, ou abertura respiratória, consta de um único orifício, geralmente no topo da cabeça, que é fechado por uma válvula quando o animais mergulham.
Como outros odontocetos, os golfinhos recorrem à ecolocação para o deslocamento e para a localização de peixes, moluscos e Crustáceos dos quais se nutrem: emitem pela laringe pulsos ultra-sônicos de freqüência variável, cujos ecos seus ouvidos captam. Ao se aproximarem das presas, os golfinhos balançam a cabeça e mudam a freqüência do sonar, melhorando com isso sua precisão.

Os locais de maior concentração de golfinhos no Brasil são os estados do Maranhão e Pará (tucuxi), Fernando de Noronha (golfinho rotador, Stenella longerostris, e golfinho pintado, S. frontalis); Paraíba, Pernambuco e baía de Ilha Grande, no Rio de Janeiro (golfinhos de várias espécies) e Rio Grande do Sul (golfinhos flipper, Trunsiops truncatus).



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