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Glicerina


  Bioquímica
De início um subproduto da fabricação de sabões a partir da gordura vegetal e animal, a glicerina passou a ser mais usada durante a segunda guerra mundial na produção do explosivo nitroglicerina. Mais tarde encontrou vasta aplicação nas indústrias cosmética e alimentícia.
Aplica-se ordinariamente o nome glicerina a produtos comerciais que contêm mais de 95% do álcool orgânico glicerol. No Brasil, emprega-se também para designar o glicerol puro. Apresenta-se como um líquido viscoso e adocicado, muito higroscópico, ou seja, com grande capacidade de absorção de umidade, encontrado na natureza em forma de ésteres com ácidos graxos, como componentes de óleos e gorduras. É o mais simples dos álcoois alifáticos trivalentes. Foi obtido em 1799 por Carl Wilhelm Scheele e o nome glicerina foi-lhe dado por Michel-Eugène Chevreul. Em 1855 Charles-Adolphe Wurtz fixou-lhe a fórmula estrutural.
As aplicações da glicerina são múltiplas: é o ingrediente básico de gomas e resinas usadas na fabricação de diversos tipos de revestimento protetor, como tintas e vernizes, e compõe os emulsificantes mono e di-glicerídicos empregados no fabrico de pães, margarinas, sorvetes, produtos farmacêuticos e cosméticos.
A reação da glicerina com os ácidos nítrico e sulfúrico produz a nitroglicerina, líquido oleoso e incolor, de sabor picante, cujos vapores são tóxicos.  Ao menor choque detona e produz grande volume de gases. Descoberta em 1846, não possuía aplicação, por não oferecer segurança. Em 1868, o cientista sueco Alfred Nobel descobriu que, empapada de material poroso, perdia muito da sensibilidade ao impacto. Chamou sua nova forma de dinamite, material que lhe deu fama e fortuna, esta canalizada para a instituição que distribui os prêmios Nobel. Na segunda metade do século XX, a glicerina passou a ser usada como componente de um ambiente químico protetor para o congelamento de globulina, esperma, córneas e outros tecidos.

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