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Gláuber Rocha


  Biografias

O Cinema Novo, movimento vanguardista brasileiro da década de 1960, está associado ao nome de Gláuber Rocha, um dos mais polêmicos criadores do cinema nacional, tanto pela forte originalidade de suas obras como por suas declarações à imprensa.
Gláuber Andrade Rocha nasceu em Vitória da Conquista BA em 14 de março de 1939. Iniciou a carreira em Salvador BA, como crítico de cinema e diretor, com os curtas-metragens O pátio (1959) e Cruz na praça (1960). Já em 1962 realizou seu primeiro longa-metragem, Barravento, premiado no Festival de Karlovy Vary, na antiga Tchecoslováquia. Sob o título Revisão crítica do cinema brasileiro, editou em 1963 uma coletânea de artigos de sua autoria publicados na imprensa de Salvador.
Premiado na Itália e no México, Deus e o diabo na terra do sol (1964), filme a um tempo fantástico e político que reinventa a literatura de cordel, consagrou o diretor como um dos mais importantes nomes do Cinema Novo. Em 1966, Gláuber Rocha realizou os curtas-metragens Maranhão e Amazonas, Amazonas. Terra em transe (1967), para muitos sua obra-prima, recebeu o Prêmio Internacional da Crítica do Festival de Cannes, enquanto O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969) valeu-lhe o prêmio de melhor diretor.
Admirador do cinema de Eisenstein, Gláuber Rocha criou um estilo próprio, uma linguagem cinematográfica descontínua, não linear, que expressa sua visão da história brasileira. Também rejeitou a estrutura simétrica do cinema americano de Hollywood, que considerava colonizador e alienante. Em 1970 dirigiu Der leon has sept cabezas, filmado no Zaire, e Cabezas cortadas, feito na Espanha e somente em 1979 liberado pela censura no Brasil, onde não obteve sucesso de público. O cineasta realizou ainda os curtas-metragens Câncer (1972), Brasil 68 (1974, inacabado), História do Brasil (1974), Claro (1975) e, entre 1971 e 1974, Leiticia, Mossa no Marrocos, Super Paloma e Viagem com Juliet Berto. De volta ao Brasil, realizou o documentário Di Cavalcanti (1977), publicou o romance Riverão Suassuna (1978) e dirigiu seu último longa-metragem, A idade da terra (1980), outro fracasso comercial. Gláuber Rocha morreu no Rio de Janeiro RJ em 22 de agosto de 1981.