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Géza Róheim


  Biografias
Pioneiro na aplicação da abordagem psicanalítica na antropologia cultural, Géza Róheim concebeu a cultura numa relação com a "maturação retardada" da condição biológica humana, a qual condena o homem à busca de sucedâneos para a satisfação encontrada na vida intra-uterina.
Géza Róheim nasceu em 1891, em Budapest, Hungria, então parte do império austro-húngaro. Enquanto estudava filosofia na Universidade de Berlim, tomou contato com as teorias de Sigmund Freud, e em 1915 estudou e praticou psicanálise com o húngaro Sándor Ferenczium, discípulo do mestre alemão. Nomeado professor de antropologia da Universidade de Budapest, mostrou conexões entre a doutrina freudiana e os conhecimentos antropológicos da época em tratados como "Nach dem Tode des Urvaters" (1923; "Pela morte dos pais primais").
Em 1928, estudou os povos aborígines na Austrália e realizou pesquisas nas ilhas d"Entrecasteaux da Nova Guiné. Publicou alguns desses resultados em Animism, Magic, and the Divine King (1930; Animismo, mágica e o rei divino). Em 1938 fixou-se nos Estados Unidos, onde, a partir de 1940, lecionou no Instituto Psicanalítico de Nova York e fez atendimento como psicanalista.
Em The Origin and Function of Culture (1943; A origem e função da cultura), sua obra fundamental, Róheim estuda mitos populares e folclore. Postula que a origem da cultura teria raízes nos laços sociais e emocionais resultantes da dependência dos filhos em relação à mãe, pois as formas da cultura seriam sublimações do desejo narcísico de contentar a libido. Entre os últimos trabalhos do autor se incluem Psychoanalysis and Anthropology (1950) e Magic and Schizophrenia (1955; Magia e esquizofrenia). Géza Róheim morreu em Nova York, a 7 de junho de 1953.

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