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Gaivota


  Taxonomia
Muito antigas na Terra, com fósseis datados do paleoceno e do mioceno, as gaivotas são mais abundantes e procriam sobretudo no hemisfério norte, que conta com cerca de trinta espécies em regiões temperadas e árticas.
Ave aquática de que há ao todo mais de quarenta espécies, a maioria com branco, cinzento ou preto formando na plumagem diferentes padrões, a gaivota pertence à família dos larídeos. Tem asas longas, pernas curtas e dedos unidos por uma membrana natatória completa. O macho e a fêmea se assemelham, sendo o primeiro freqüentemente mais corpulento.
No Brasil ocorrem apenas três gaivotas residentes (Larus dominicanus, L. maculipennies e L. cirrocephalus) e duas visitantes setentrionais (L. delawarensis e L. atricilla ). Dependendo da idade do indivíduo e da fase do ciclo reprodutivo em que se encontra, podem ocorrer variações no colorido da plumagem dentro da mesma espécie. Com 58cm de comprimento, dorso preto e asas pretas na parte de cima, L. dominicanus é o gaivotão-de-bico-amarelo, comum da baía de Guanabara à Terra do Fogo. L. cirrocephalus, de bico pardo, pálpebras e pés vermelhos, mede 43cm e na época de reprodução fica com a cabeça cinza. L. maculipennis, a gaivota-maria-velha, de 42cm, bico, pálpebras e pés vermelhos, tem cabeça parda, no período reprodutivo, ou branca com uma mancha preta.
As gaivotas são geralmente onívoras: pegam insetos, crustáceos e moluscos nas praias; peixes e detritos de navios, no mar e ao longo da costa; e vermes na terra. Algumas assaltam ninhos de outras gaivotas, ainda que da mesma espécie, para pilhar ovos e filhotes. As grandes gaivotas rapineiras, como Catharacta skua, de unhas longas e pontiagudas, pertencem à família dos estercorarídeos e são bem menos comuns no litoral brasileiro, ainda que freqüentem ilhas como Fernando de Noronha e Trindade.
Abundantes no Brasil, em contrapartida, e encontradas até nas margens de grandes rios, como o Amazonas e afluentes, são as trinta-réis, larídeos que se distinguem das gaivotas -- que têm cauda arredondada e bico de ponta curva --, por terem cauda bifurcada, bico reto e pontiagudo, voltado para baixo durante o vôo, e asas mais estreitas. A maior ave do grupo, a trinta-réis-grande (Phaetusa simplex), de 43cm, que nidifica em colônias nas praias de rios e lagos, é comum na Amazônia e vista, no litoral sul, até o Uruguai e Argentina.
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