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G. W. Pabst


  Biografias
Mestre do novo realismo que distinguiu os filmes mais artísticos da Alemanha na década de 1920, Pabst mergulhou nos mistérios da personalidade humana e criou personagens incomuns, sobretudo mulheres, sem esquecer de mostrar em seus filmes a constante interação entre o indivíduo e suas condições sociais.
Georg Wilhelm Pabst nasceu em 27 de agosto de 1885 em Raudnice, Boêmia, então Áustria-Hungria, posteriormente República Tcheca. Educado em Viena, iniciou-se como ator teatral em Zurique. Atuou em Salzburgo, Berlim e Nova York antes de se tornar diretor de cinema. Der Schatz (1923; O tesouro) foi seu primeiro filme, mas Pabst só começou a ter êxito com Die freudlose Gasse (1925; A rua sem alegria).
O diretor aborda a psicanálise em Geheimnisse einer Seele (1926; Os mistérios de uma alma), filme que teve a colaboração de Sigmund Freud no roteiro, e Der Liebe der Jeanne Ney (1927; O amor de Jeanne Ney), baseado em romance de Ilia Ehrenburg. Causou impacto social e político com uma montagem diferente, que enriqueceu os filmes da trilogia sexual Abwege (1928; Crise), Die Büchse der Pandora (1929; A caixa de Pandora) e Das Tagebuch einer Verlorenen (1929; Diário de uma pecadora), os dois últimos com a atriz Louise Brooks como ideal de erotismo feminino.
O realismo crítico de Pabst tornou mais profunda a trilogia social Westfront 1918 (1930; Guerra, flagelo de Deus), Die Dreigroschenoper (1931; A ópera dos três vinténs) e Kameradschaft (1931; A tragédia da mina). Dos seis seguintes, na França, o melhor é Die Herrin von Atlantis (1934; Atlântida). Na Áustria, realizou Der letzte Akt (1955; O último ato), sobre os últimos dias do regime de Hitler. G. W. Pabst morreu em Viena em 29 de maio de 1967.

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