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Francesco Borromini


  Biografias
O barroco, como arte do movimento e da desproporção, da cenografia e da fantasia de formas, teve no arquiteto italiano Francesco Borromini um artífice singular na primeira metade do século XVII.
Francesco Castelli, cognominado Borromini, nasceu em 25 de dezembro de 1599 em Bissone, na Lombardia. Depois de breve estada em Milão, onde se iniciou na escultura, transferiu-se para Roma. Nessa cidade trabalhou como escultor e desenhista de projetos arquitetônicos sob as ordens de Carlo Maderno, seu parente. Colaborou por algum tempo com Gian Lorenzo Bernini na construção do palácio Barberini. Após romper com Bernini, começou a trabalhar por conta própria, numa fase em que Roma se dedicava a intensa atividade arquitetônica.
Artista muito devoto, realizou quase todas as suas obras por encomenda das ordens religiosas. Entre as mais importantes salientaram-se a igreja de San Carlo alle Quattro Fontane (1638-1641), audaciosa construção em que se fundem a planta central e a longitudinal, e se eliminam as superfícies planas do exterior do edifício, e a igreja de Sant"Ivo alla Sapienza, com fachada dinâmica de curvas e contracurvas e uma cúpula arrematada em espiral.
Um dos três grandes arquitetos do barroco romano, com Bernini e Pietro da Cortona, Borromini destacou-se pelo dinamismo e originalidade, ao idealizar fachadas ondulantes e criar novas formas arquitetônicas com deliberada alteração das proporções. Arquiteto preferido do papa Inocêncio X, Borromini dele recebeu, entre outras incumbências, as de reconstruir a basílica de São João de Latrão e de edificar o templo de Santa Inês, com fachada côncava entre duas torres. No entanto, o prestígio do artista caiu com a morte de seu protetor.
Francesco Borromini suicidou-se em Roma a 2 de agosto de 1667. Homem solitário e de temperamento irascível, soube comunicar sua intensa espiritualidade a suas criações arquitetônicas.

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