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Floresta


  Botânica

Fonte de alimentos, madeira e outros produtos importantes, a floresta ajuda a renovar o oxigênio, de que o homem depende para viver, e serve de habitat para milhões de plantas e animais, muitos dos quais não sobreviveriam em outro lugar.
Floresta é um sistema ecológico complexo, que cobre uma vasta extensão de terreno inculto, no qual as árvores são a forma de vida predominante. Com o desenvolvimento da civilização e o progresso da botânica, a floresta passou a ser vista como entidade biológica, isto é, uma comunidade vegetal governada por leis naturais próprias, cujo conhecimento é essencial para o uso não predatório de seus recursos econômicos. A importância biológica desse ecossistema decorre de seus efeitos sobre o clima, o solo, a perenidade das águas e de sua contribuição para a preservação dos demais recursos naturais ligados à flora e à fauna. Economicamente, sua importância deriva da produção  de madeira, látex e outros produtos florestais.
O clima, o solo, a água, a variedade de plantas e de animais definem os diversos tipos de florestas. No ecossistema florestal, as condições do solo diferem quanto à profundidade, à fertilidade e à existência de raízes perenes. A profundidade é especialmente importante porque determina até que ponto as raízes podem penetrar na terra para captar água e nutrientes. A densidade da vegetação exerce grande influência sobre as quantidades de luz e de chuva que penetram em cada uma das camadas da floresta. Quando muito densa, a floresta absorve de sessenta a noventa por cento da luz, a maior parte da qual é utilizada pelas folhas para realizar a fotossíntese.


Bosques e selvas. Quando é formada de uma vegetação menos densa, que permite a livre passagem da luz solar, a comunidade arbórea toma o nome específico de bosque. Nesse tipo de ecossistema florestal, as trepadeiras são raras e é grande a quantidade de epífitas (bromélias, orquídeas etc.). Existem diversos tipos de bosque, que são comunidades de uma ou poucas espécies e em que às vezes as árvores atingem elevadas alturas. Possuem poucos estratos ou camadas superpostas de vegetação e recebem nomes particulares, conforme as árvores que os formam. São muito comuns os bosques perenifólios, isto é, com árvores cujas folhas não caem antes que as novas estejam desenvolvidas. Se as árvores têm as folhas em forma de agulhas, como se verifica com os pinheiros, denominam-se bosques aciculifólios. Essas comunidades arbóreas guardam correspondência com o clima: existem os bosques esclerófilos, dos países com estações secas e quentes, e os bosques xerófilos das regiões semi-áridas, como a caatinga, a savana e o deserto.
Outro tipo de ecossistema florestal é a selva, vegetação densa de plantas entrelaçadas. Ocorre geralmente em regiões tropicais, razão pela qual também é chamada de floresta tropical. Predominam na selva as árvores altas, cujas copas formam uma cobertura que dificulta a passagem da luz solar. Há abundância de arbustos, trepadeiras e epífitas. Existem na selva vários estratos de vegetação: as copas das árvores mais altas, onde se desenvolvem trepadeiras e epífitas; as árvores menores e os arbustos; as plantas de caule tenro; e o piso, coberto de grupos de musgos e resíduos dos estratos superiores (folhas, ramos finos, dejetos de animais etc.).


A floresta e o homem. A floresta exerceu grande influência na distribuição do homem na superfície da Terra. As primeiras civilizações tiveram origem em regiões áridas ou de vegetação muito escassa. Isso ocorreu no Egito, na Assíria, na Caldéia e no continente americano.
Em todas as partes do globo, a floresta representa uma barreira aos empreendimentos colonizadores. Os romanos foram impedidos de se expandir para além dos limites das densas florestas da Germânia. A expansão do império inca para leste foi contida pelas impenetráveis florestas da bacia amazônica. Mesmo no final do século XX, as fronteiras políticas de muitas nações continuam sendo marcadas por florestas.
A pintura e o paisagismo encontram inspiração na floresta, grande estrutura natural que a arquitetura, não poucas vezes, toma como fonte de inspiração. Os troncos das árvores sugeriram as colunas de pedra. Galhos pendentes sugeriram arcos; folhas e flores inspiraram os ornatos de muitas obras do homem. A própria música se apoderou de sons e temas colhidos no ambiente florestal.


Cultivo e destruição. Nos primeiros estágios do desenvolvimento, o homem foi dominado pela floresta. Provido apenas de toscos instrumentos de pedra, não podia alterar de modo significativo a cobertura vegetal da terra. Com a descoberta de técnicas  apropriadas, o homem aprendeu a vencer a floresta e outras dificuldades naturais. Numa fase mais avançada, o desequilíbrio se inverteu e passou a haver predomínio do homem sobre a floresta. Nas últimas décadas do século XX, a ação destruidora do homem representava uma permanente ameaça para as florestas: muitas vezes, ela não era apenas desbravada, mas exterminada, a ponto de tornar-se impossível sua recuperação.
A derrubada das florestas, além de privar os países da madeira necessária à indústria, produziu outros efeitos socioeconômicos desfavoráveis. A eliminação da cobertura vegetal das montanhas é causa de torrentes, erosões, quedas de barreiras, inundações e alteração generalizada do regime natural das águas. Também ocorrem mudanças climáticas e, com a industrialização, aumenta a poluição do ar e das águas, o que acaba por afetar o estado físico das populações. Grande parte das áreas desmatadas se localiza em encostas de montanhas, planícies arenosas e solos rochosos que se revelaram impróprios para a agricultura permanente e não conseguiram garantir a base para uma ocupação mais estável.

Reflorestamento. Quase todos os países do mundo compreenderam que há um ponto além do qual o avanço do desflorestamento se converte em fator negativo para o progresso. A experiência dos países mais antigos encontrou eco também naqueles que ainda dispõem de florestas em abundância. Dessa forma, difundiu-se em todo o mundo civilizado um movimento de valorização das florestas e de estímulo ao aproveitamento racional dos recursos florestais. Aos poucos, o homem entendeu que a floresta não é uma mera aglomeração de árvores, mas o habitat de complexas comunidades de seres vivos, de grande importância para o equilíbrio ecológico.


Floresta e clima. A pesquisa científica comprovou alguns dados referentes à discutida influência das florestas sobre o clima: elas reduzem a temperatura do ar em seu interior e acima delas. A influência vertical da floresta sobre a temperatura atinge, em determinados casos, altura superior a 1,5km. Em condições semelhantes de altitude e localização, a temperatura é sempre mais baixa no interior da floresta do que fora dela. A temperatura média mensal é mais baixa na floresta do que no descampado, em todos os meses do ano, mas a diferença maior se verifica no verão. Além de mais baixa, a temperatura do ar no interior da floresta é também menos sujeita a flutuações do que nas partes desmatadas. Nas regiões tropicais e subtropicais, a influência da floresta na temperatura do ar é mais acentuada.
As florestas influenciam a temperatura do solo de modo semelhante a como interferem na temperatura do ar, com intervalos térmicos maiores. No inverno, o solo florestal é mais quente e, no verão, mais frio do que nas terras descobertas.
No entanto, as florestas não produzem deslocamento de massas de ar frio ou quente, do mesmo modo que a interposição de uma ilha não gera correntes marinhas. Uma ilha pode apenas modificar a direção dessas correntes. A transpiração de grande quantidade de árvores produz mais umidade numa superfície, o que provoca a ocorrência de orvalhos, neblinas e precipitações locais, que dão como resultado uma alteração regional do clima. A floresta também modifica a direção e a intensidade dos ventos, reduzindo a circulação das massas aéreas e evitando, assim, o dessecamento regional da atmosfera.
Embora ainda não haja consenso quanto à influência das florestas nos índices de precipitação pluviométrica, as pesquisas indicam que as matas são fatores determinantes na freqüência das chuvas. A abundância das precipitações nas áreas florestais, em comparação com os níveis registrados em regiões vizinhas desflorestadas, pode ultrapassar 25%. Sabe-se ainda que a presença de florestas aumenta a influência das montanhas sobre as precipitações.
A floresta também interfere de diferentes maneiras no regime das águas, conforme esteja localizada na planície ou na montanha. Nas planícies, constitui um agente de drenagem e dessecamento, baixando o nível do lençol d"água. Nas montanhas, atua na conservação das águas e na perenidade dos rios. As florestas são também agentes eficazes de proteção do solo contra a erosão.


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