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Fernando de Noronha


  Geografia Fisica

Por sua posição avançada, o arquipélago de Fernando de Noronha foi das primeiras terras descobertas do Novo Mundo. É possível que a ilha maior (Fernando de Noronha) seja a ilha de São João do planisfério de Juan de la Cosa, de 1500, o primeiro em que aparece a América.
Território federal do Brasil até 1988, quando foi reincorporado por decisão da Assembléia Nacional Constituinte ao estado de Pernambuco, ao qual pertencera até 1942, Fernando de Noronha está situado no oceano Atlântico, a 510km do litoral pernambucano. Seus 25km2 de superfície compreendem o arquipélago de Fernando de Noronha, o atol das Rocas e os penedos de São Pedro e São Paulo. Integram o arquipélago a ilha de Fernando de Noronha (16,2km2) e cerca de vinte outras, das quais as principais são as do Lucena, Rata, do Meio, Sela Gineta, Rasa, do Padre ou dos Sinos, de São José, Cabeluda, Morro do Leão e Morro da Viúva.
O atol das Rocas está situado a 124km a oeste da ilha de Fernando de Noronha. Consiste em um recife circular de coral, com uma lagoa no centro e, no interior desta, duas ilhas rasas, a do Farol e a do Cemitério, formadas por acumulação de areias e cascalhos. Os penedos de São Pedro e São Paulo ficam a 900km da costa do Nordeste.


Geologia e relevo. A ilha de Fernando de Noronha, juntamente com as demais do arquipélago, constitui a porção mais elevada de um gigantesco cone vulcânico, cuja base se encontra a quatro mil metros de profundidade, no soalho oceânico, e tem cerca de sessenta quilômetros de diâmetro. A parte superior do cone foi arrasada pela ação das ondas, que aí talharam uma plataforma com aproximadamente vinte quilômetros de diâmetro. No centro dela ergue-se o arquipélago, isto é, a parte do topo do cone ainda não destruída pelo mar. A ilha principal tem forma alongada, disposta em sentido sudoeste-nordeste, com dez quilômetros de comprimento por 3,5 de largura. A porção nordeste, de relevo acidentado, apresenta alguns morros escarpados ou picos, como os morros da Atalaia, da Boa Vista, da Madeira e do Pico, este último com 321m de altura, o mais elevado do arquipélago. Essas elevações constituem restos de erupções. A outra parte da ilha tem feição tabular: consiste de um planalto formado por derrames de lavas intercaladas com depósitos de cinzas, areias e outros fragmentos.
A importância geológica do arquipélago reside no fato de ter-se originado por processos vulcânicos, analisados detalhadamente, na época contemporânea, por especialistas como Fernando Flávio de Almeida e Umberto Giuseppe Cordani, que determinou as idades geológicas de suas rochas. O primeiro a estudar a região, em 1832, foi o naturalista inglês Charles Darwin, que reconheceu sua origem vulcânica.
O edifício vulcânico que forma o arquipélago corresponde a uma ramificação da crista médio-atlântica. As rochas mais antigas datam, segundo Cordani, de 11,8 milhões de anos, enquanto as mais jovens têm 1,7 milhão de anos, ou seja, se formaram nas épocas miocênica a pliocênica, no período terciário superior. No decorrer de aproximadamente dez milhões de anos, verificaram-se três fases vulcânicas principais, denominadas formação Remédios, formação Quixaba e formação São José. As mais jovens são mais básicas, enquanto as mais antigas são mais ricas em sílica e sódio, graças ao fenômeno da diferenciação magmática, muito nítido no complexo vulcânico do arquipélago. O acesso à ilha principal é difícil, pois que ela é circundada por costões abruptos, recifes de algas calcárias e pequenas praias constituídas de areias calcárias ou conglomerados de seixos de rochas ígneas

Clima. Tipicamente tropical, o clima apresenta temperaturas médias de 30o C e regime pluviométrico caracterizado por duas estações, uma seca (de agosto a janeiro) e outra chuvosa (de janeiro a agosto), quando se capta a água que abastece o arquipélago. Recobre a ilha uma vegetação arbustiva de reduzido número de espécies. Onde a cobertura natural foi destruída, a ilha se apresenta revestida por vegetação de campo. Os solos, quimicamente ricos, são entretanto rasos e é também reduzida a superfície arável.


História. Atribui-se o descobrimento de Fernando de Noronha e sua posse oficial para a coroa de Portugal, em 1503, a Gonçalo Coelho, comandante da segunda expedição exploradora das costas da Terra de Santa Cruz. Mesmo antes disso, registros náuticos do começo do século XVI já consignavam porém sua existência, com as denominações de ilha da Quaresma (mapa de Cantino, 1502) e ilha de São João.
Em 1504 o arquipélago foi doado ao armador e arrendatário de pau-brasil Fernão de Noronha e passou a constituir a capitania hereditária de São João, a primeira a ser criada no Brasil. Depois de anexado a Pernambuco, o arquipélago passou por mãos holandesas (1635 a 1654) e francesas (1737). Colônia penal em meados do século XVIII, transformou-se em território federal em 1942, com caráter militar, em virtude de sua posição estratégica.
População. Toda a escassa população de pouco mais de 1.500 habitantes fixou-se e continua concentrada na localidade de Vila dos Remédios, sede do governo do território até 1988, chefiado durante muito tempo por oficiais de alta patente das forças armadas. Vila dos Remédios situa-se entre os morros do Pico, do Forte e do Curral, no litoral norte da ilha. Até a reincorporação de Fernando de Noronha a Pernambuco, sua população se compunha de famílias de militares e funcionários civis, agricultores, pescadores e ex-presidiários. A principal atividade econômica é a pesca. A agricultura se limita a pequenas lavouras de milho, feijão, mandioca e batata-doce. Há rebanhos de bovinos, caprinos e suínos que atendem às necessidades locais, mas são inexpressivos em número.


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