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Febre Amarela


  Patologias

A febre amarela Ú uma doenþa infecciosa causada por um flavivÝrus (o vÝrus da febre amarela), para a qual estß disponÝvel uma vacina altamente eficiente. A doenþa Ú transmitida por mosquitos e ocorre exclusivamente na AmÚrica Central, na AmÚrica do Sul e na ┴frica. No Brasil, a febre amarela Ú geralmente adquirida quando uma pessoa nÒo vacinada entra em ßreas de transmissÒo silvestre (regi§es de cerrado, florestas). Uma pessoa nÒo transmite febre amarela diretamente para outra. Para que isto ocorra, Ú necessßrio que o mosquito pique uma pessoa infectada e, ap¾s o vÝrus ter se multiplicado, pique um indivÝduo que ainda nÒo teve a doenþa e nÒo tenha sido vacinado.


TransmissÒo

A transmissÒo da febre amarela pode ocorrer em ßreas urbanas, silvestres e rurais ("intermedißria", em fronteiras de desenvolvimento agrÝcola).As manifestaþ§es da febre amarela nÒo dependem do local onde ocorre a transmissÒo. O vÝrus e a evoluþÒo clÝnica sÒo idÛnticos. A diferenþa estß apenas nos transmissores e no local geogrßfico de aquisiþÒo da infecþÒo.

A transmissÒo da febre amarela em ßrea silvestre Ú feita por intermÚdio de mosquitos do gÛnero (principalmente) Haemagogus. O ciclo do vÝrus em  ßreas silvestres Ú mantido atravÚs da infecþÒo de macacos e da transmissÒo transovariana  no pr¾prio mosquito. A infecþÒo humana ocorre quando uma pessoa nÒo imunizada entra em ßreas de cerrado ou de florestas. Uma vez infectada, a pessoa pode, ao retornar, servir como fonte de infecþÒo para o Aedes aegypti, que entÒo pode iniciar a transmissÒo da febre amarela em ßrea urbana.

Uma pessoa pode ser fonte de infecþÒo para o mosquito desde imediatamente antes de surgirem os sintomas atÚ o quinto dia da infecþÒo. O AÙdes aegypti torna-se capaz de transmitir o vÝrus da febre amarela 9 a 12 dias ap¾s ter picado uma pessoa infectada. No Brasil, a transmissÒo da febre amarela em ßreas urbanas nÒo ocorre desde 1942. Em ßreas de fronteiras de desenvolvimento agrÝcola, pode haver uma adaptaþÒo do transmissor silvestre ao novo habitat e ocorre a conseq³ente possibilidade de transmissÒo da febre amarela em  ßreas rurais ("intermedißria").

Em ßreas urbanas, o Aedes albopictus Ú um transmissor potencial, embora ainda nÒo tenha sido definitivamente incriminado como vetor da  febre amarela. O Aedes aegypti (principalmente) e o Aedes albopictus proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitaþ§es (casas, apartamentos, hotÚis), em recipientes que acumulam ßgua limpa (vasos de plantas, pneus velhos, cisternas etc.). O Aedes aegypti e o Aedes albopictus (comprovadamente) tambÚm transmitem o dengue. Ambos picam durante o dia, ao contrßrio do mosquito comum (Culex), que tem atividade noturna.


Riscos

No Brasil, a erradicaþÒo do Aedes aegypti na dÚcada de 30, aliada disponibilizaþÒo da vacina, interrompeu a transmissÒo da  febre amarela em ßreas urbanas, e fez desaparecer tambÚm o dengue. O ·ltimo caso de transmissÒo da  febre amarela em ßrea urbana ocorreu no Acre em 1942. Desde a reintroduþÒo do Aedes aegypti no Brasil, na dÚcada de oitenta, passou a existir um evidente risco do retorno da transmissÒo da febre amarela em ßreas urbanas.

O Aedes aegypti, atualmente, estß presente em cerca de 3600 municÝpios brasileiros. As localidades infestadas pelo Aedes aegypti tÛm risco potencial de reintroduþÒo da febre amarela (transmissÒo em ßrea urbana). Em 1981 o dengue voltou a atingir a RegiÒo Norte (Boa Vista, Roraima), como conseq³Ûncia da reintroduþÒo do Aedes aegypti no Brasil. No Rio de Janeiro (RegiÒo Sudeste) ocorreram duas grandes epidemias. A primeira em 1986-87, com cerca de 90 mil casos, e segunda em 1990-91, com aproximadamente 100 mil casos confirmados. A partir de 1995, o dengue passou a ser registrado em todas as regi§es do paÝs.

No Brasil, a maioria dos casos de transmissÒo da febre amarela ocorre em regi§es de cerrado.
Todas as regi§es do paÝs possuem ßreas endÛmicas (zonas rurais, regi§es de cerrado, florestas) de transmissÒo da febre amarela, onde a infecþÒo Ú transmitida por mosquitos do gÛnero Haemagogus (principalmente) e o ciclo do vÝrus Ú mantido atravÚs da infecþÒo de macacos e da transmissÒo transovariana  no pr¾prio mosquito.


Recomendaþ§es para ßreas com risco de transmissÒo urbana

O risco de transmissÒo da febre amarela em ßreas urbanas existe, potencialmente, em todos os municÝpios onde ocorre dengue. O acesso permanente Ó informaþÒo Ú essencial. ╔ necessßrio que a populaþÒo saiba as raz§es que determinam a ocorrÛncia da febre amarela e o que deve ser feito para evitß-la. Os riscos podem ser significativamente reduzidos atravÚs do controle da proliferaþÒo do Aedes aegypti nas cidades e da vacinaþÒo de viajantes (que tenham como destino ßreas onde ocorre transmissÒo da febre amarela) e das populaþ§es urbanas.

A transmissÒo da febre amarela em ßreas urbanas ocorre por intermÚdio da picada de mosquitos (Aedes aegypti), os mesmos que transmitem dengue. Esses mosquitos criam-se na ßgua, obrigatoriamente e proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitaþ§es. A fÛmea do mosquito p§e os ovos em qualquer coleþÒo de ßgua limpa (caixas d`ßgua, cisternas, latas, pneus, cacos de vidro, vasos de plantas). As bromÚlias, que acumulam ßgua na parte central (aqußrio), tambÚm servem de criadouro. Os ovos ficam aderidos e sobrevivem mesmo que o recipiente fique seco. Apenas a substituiþÒo da ßgua, portanto, mesmo  feita com freq³Ûncia, Ú in·til. Desses ovos surgem as larvas, que depois de algum tempo na ßgua, vÒo formar novos mosquitos adultos.

O combate ao mosquito deve ser feito de duas maneiras: eliminando os mosquitos adultos e, principalmente, acabando com os criadouros de larvas. Para isso Ú importante que recipientes que possam encher-se de ßgua sejam descartados ou fiquem protegidos com tampas. Qualquer recipiente com ßgua e sem tampa, inclusive as caixas d"ßgua, podem ser criadouros dos mosquitos que transmitem febre amarela e dengue. AlÚm da febre amarela, que nÒo ocorre nas cidades brasileiras desde 1942, se estarß tambÚm evitando o dengue.

Para combater o mosquito adulto, Ú feita a aplicaþÒo de inseticida atravÚs do "fumacÛ", que deve ser empregado apenas quando estß ocorrendo epidemias, de febre amarela ou dengue. O "fumacÛ", no entanto, nÒo acaba com os criadouros. Para eliminar os criadouros do mosquito transmissor, devem ser observados, nas residÛncias, escolas e locais de trabalho, os seguintes cuidados:

  • Substituir a ßgua dos vasos de plantas por terra e manter seco o prato coletor.
  • Utilizar ßgua tratada com cloro (40 gotas de ßgua sanitßria a 2,5% para cada litro) para regar bromÚlias.
  • Desobstruir as calhas do telhado, para nÒo haver ac·mulo de ßgua.
  • NÒo deixar pneus ou recipientes que possam acumular ßgua expostos Ó chuva.
  • Manter sempre tampadas as caixas d"ßgua, cisternas, barris e filtros.
  • Acondicionar o lixo domiciliar em sacos plßsticos fechados ou lat§es com tampa

Manifestaþ§es

A maioria das pessoas infectadas com o vÝrus da febre amarela desenvolve sintomas discretos ou nÒo apresenta manifestaþ§es da doenþa. Os sintomas da febre amarela, quando ocorrem, em geral aparecem entre 3 e 6 dias (perÝodo de incubaþÒo) ap¾s a picada de um mosquito infectado. As manifestaþ§es iniciais sÒo febre alta de inÝcio s·bito, sensaþÒo de mal estar, dor de cabeþa, dor  muscular, cansaþo e calafrios. Em algumas horas podem surgir nßuseas, v¶mitos e, eventualmente, diarreia. Ap¾s trÛs ou quatro dias, a maioria dos doentes (85%) recupera-se completamente e fica permanentemente imunizado contra a doenþa.

Cerca de 15% das pessoas que apresentam sintomas evoluem de forma grave, que tem alta letalidade. Em geral, um ou dois dias ap¾s um perÝodo de aparente melhora (que pode nÒo existir) hß reexacerbaþÒo dos sintomas. A febre reaparece e a pessoa entÒo passa a apresenta dor abdominal, diarreia e v¶mitos. Os v¶mitos e as fezes podem ser hemorrßgicos ("negros"). Surgem  icterÝcia (olhos amarelados, semelhante Ó hepatite) e  manifestaþ§es hemorrßgicas (equimoses, sangramentos no nariz e gengivas) e ocorre funcionamento inadequado de ¾rgÒos vitais como fÝgado e rins. Como conseq³Ûncia, pode haver diminuiþÒo do volume urinßrio atÚ a an·ria total e coma. A evoluþÒo para a morte pode ocorrer em atÚ 50% das formas graves, mesmo nas melhores condiþ§es de assistÛncia mÚdica. As pessoas que sobrevivem, recuperam-se totalmente.

Pessoas que estiveram em uma ßrea de risco de transmissÒo de febre amarela e que apresentem febre, durante ou ap¾s a viagem, devem procurar um Serviþo de Sa·de para esclarecimento diagn¾stico. As manifestaþ§es iniciais da febre amarela sÒo as mesmas de diversas outras doenþas, como dengue, malßria e leptospirose, sendo necessßrio a realizaþÒo de exames laboratoriais para a diferenciaþÒo. TambÚm nÒo indicam se a evoluþÒo vai ser mais grave. Por isto Ú importante sempre procurar rßpido um Serviþo de Sa·de, para avaliaþÒo mÚdica.

A confirmaþÒo do diagn¾stico de febre amarela nÒo tem importÔncia para o tratamento da pessoa doente, mas Ú fundamental para a adoþÒo de medidas que reduzam o risco de ocorrÛncia de uma epidemia em ßrea urbana, como a vacinaþÒo da populaþÒo e eliminaþÒo do transmissor de uma determinada ßrea. Pode ser feita atravÚs de exames sorol¾gicos (MAC-Elisa), PCR ou do isolamento do vÝrus em cultura (que tem maior chance de ser feito atÚ o quinto dia de doenþa).

Em todos os caso com suspeita de febre amarela, Ú importante que seja sempre investigada a possibilidade de malßria, doenþa para qual existe tratamento especÝfico eficaz. A comprovaþÒo do diagn¾stico de malßria nÒo afasta, no entanto, a possibilidade de febre amarela, uma vez que as ßreas de transmissÒo, em geral, sÒo as mesmas. Pelo mesmo motivo, a confirmaþÒo do diagn¾stico de febre amarela  nÒo exclui a possibilidade de malßria.

A forma grave de leptospirose, que pode evoluir com icterÝcia, diminuiþÒo do volume urinßrio e sangramentos Ú muito semelhante Ó febre amarela, mas pode ser diferenciada desta com facilidade atravÚs de exames laboratoriais. O dengue Ó semelhanþa da febre amarela pode se tornar grave quando a pessoa comeþa a melhorar, mas a icterÝcia (olhos amarelados) Ú rara. A meningite meningoc¾cica pode ser muito parecida com as formas graves da febre amarela, mas a pessoa piora mais rßpido (logo no primeiro ou segundo dia de doenþa).

A febre amarela nÒo tem tratamento especÝfico. As pessoas com suspeita de febre amarela devem ser internadas para investigaþÒo diagnostica e tratamento de suporte, que Ú feito basicamente com hidrataþÒo e antitÚrmicos. NÒo deve ser utilizado remÚdio para dor ou para febre que contenha ßcido acetil-salicÝlico (AAS«, Aspirina«, Melhoral« etc.), que pode aumentar o risco de sangramentos. Pelo menos durante os cinco primeiros dias de doenþa Ú imprescindÝvel que estejam protegidas com mosquiteiros, uma vez que durante esse perÝodo podem ser fontes de infecþÒo para o Aedes aegypti. As formas graves da doenþa necessitam de tratamento intensivo e medidas terapÛuticas adicionais como dißlise peritonial e, eventualmente, transfus§es de sangue.


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