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Família Mesquita


  Biografias
Proprietária de um dos jornais de maior circulação do país -- O Estado de S. Paulo --, a família Mesquita também participou ativamente da vida política brasileira durante o século XX.
A família Mesquita tem seu nome intimamente associado à história da imprensa brasileira, desde o final do século XIX, particularmente depois que Júlio César de Mesquita comprou o jornal O Estado de S. Paulo.
Júlio César Ferreira de Mesquita nasceu em 18 de agosto de 1862, em Campinas SP. Começou a estudar em Portugal, terra de seus pais, cursou o ginásio em Campinas e bacharelou-se em 1883 pela Faculdade de Direito de São Paulo. Ainda estudante, iniciou em 1881 sua atividade de redator do jornal A República, órgão do Clube Republicano Acadêmico, ao lado de Pedro Lessa, Pinheiro Machado, Augusto de Lima e outros. Em 1884 começou a advogar em Campinas, mas logo trocou o direito pelo jornalismo. Trabalhou na Gazeta de Campinas e em A Província de São Paulo, jornal no qual iniciou sua colaboração assinada em janeiro de 1885 e de que tornou-se diretor em 1888.
Após a proclamação da república, A Província de São Paulo passou a chamar-se O Estado de S. Paulo. No mesmo ano, Mesquita foi nomeado secretário do governo provisório de São Paulo, presidido por Prudente de Morais. Exerceu outros cargos políticos, como os de intendente municipal em Campinas, deputado federal e senador estadual. Seu principal instrumento de ação, entretanto, foi O Estado de S. Paulo ("um verdadeiro partido de oposição", como se disse na época), que Júlio de Mesquita comprou em 1902 e dirigiu até morrer. Ajudou a fundar a Revista do Brasil, em sua primeira fase publicada em São Paulo, de 1916 a 1925. Morreu na mesma cidade, em 15 de março de 1927.
Sucedeu-lhe na direção do jornal Júlio de Mesquita Filho. Nascido em 14 de fevereiro de 1892, em São Paulo SP, estudou na capital paulista e, mais tarde, em Portugal, França e Suíça. Iniciou-se ainda muito jovem no jornalismo. Dirigiu O Estadinho, que começou a circular em 1915. Dois anos depois, bacharelou-se em direito e participou da fundação da Liga Nacionalista, influenciada por Olavo Bilac.
Na direção de O Estado de S. Paulo, opôs-se a Getúlio Vargas e foi, por isso, exilado entre 1933 e 1939. Durante o Estado Novo, seu jornal foi desapropriado e só voltou às mãos da família em 1945. Ajudou a fundar a Universidade de São Paulo (USP) e foi membro da Academia Paulista de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Ensaísta e crítico de idéias políticas, escreveu, entre outras obras: A crise nacional, reflexões em torno de uma data (1924), Ensaios sul-americanos (1946), A Europa que eu vi (1953) e Memórias de um revolucionário (1954). Morreu em 12 de julho de 1969, em São Paulo, e legou ao filho a direção do jornal.
Júlio de Mesquita Neto nasceu em 11 de dezembro de 1922, em São Paulo. Formou-se em direito e filosofia pela USP e iniciou-se na carreira jornalística sob orientação do pai. De 1970 a 1971 foi presidente da comissão de liberdade da Associação Interamericana de Imprensa. Fundou e foi o primeiro presidente da Agência Latino-Americana de Informação (LATIN). Na direção do jornal, notabilizou-se pelo intransigente combate à censura imposta pelos regimes militares. Morreu em 5 de junho de 1996. Seu filho Júlio César de Mesquita era então diretor de redação de O Estado de S. Paulo.
Os dois outros filhos de Júlio de Mesquita Filho também se dedicaram ao jornalismo. Rui Mesquita, nascido em São Paulo em 16 de abril de 1925 e formado em direito e filosofia, dirigiu desde 1953 a seção internacional de O Estado de S. Paulo. Em janeiro de 1966, assumiu a direção do vespertino Jornal da Tarde, e, em agosto de 1970, tornou-se diretor da Edição de Esporte da mesma empresa. Luís Carlos Mesquita dirigiu vários órgãos da empresa, mas morreu prematuramente em agosto de 1970, aos quarenta

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