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Família Fugger


  Taxonomia

Verdadeira dinastia mercantil e de banqueiros, a família alemã Fugger dominou os negócios europeus durante os séculos XV e XVI, atuou segundos conceitos econômicos que anunciavam o capitalismo e exerceu grande influência sobre os rumos da política continental.
Hans Fugger, tecelão originário da região alemã da Suábia, estabeleceu-se em 1367 em Augsburg, onde fundou importante manufatura têxtil. Depois de sua morte, em 1408, seus filhos Andreas e Jakob I  encarregaram-se de dirigir os negócios familiares, até se separarem em 1454. Andreas e seus descendentes acumularam fortuna, mas arruinaram-se em 1499. Jakob I, em contrapartida, conseguiu, com persistência e operosidade, aumentar substancialmente seu patrimônio. Após sua morte, em 1469, dois de seus sete filhos, Ulrich e Georg, ampliaram ainda mais o volume de operações comerciais da companhia.
O irmão mais jovem desses dois, Jakob II o Rico, demonstrou grande capacidade para os negócios e associou a empresa às minas do Tirol, mediante a concessão de empréstimos permanentes ao arquiduque Sigismundo, em troca de fornecimentos de cobre e prata. Os lucros dessa iniciativa animaram os Fuggers a participar também de operações de mineração na Silésia. Em 1496 Jakob convenceu o príncipe-bispo de Brixen a associar-se à companhia, com o que dobrou o capital. Fiel ao lema "ganhar dinheiro enquanto puder", Jakob envolveu-se em todo tipo de negócios, inclusive no lucrativo comércio de especiarias.
A morte do príncipe-bispo de Brixen, cuja herança era reclamada pelo papa, resultou numa crise que Jakob conseguiu contornar mediante hábeis negociações. Respaldou economicamente a política do imperador Maximiliano I e mais tarde financiou a candidatura de Carlos V ao trono imperial. Como recompensa ao apoio que prestou à casa da Áustria, ganhou o repasse dos arrendamentos feitos à coroa espanhola pelas grandes ordens militares. Entre os territórios arrendados estavam as minas de mercúrio de Almadén e as de prata de Guadalcanal.
Quando morreu, em 1525, Jakob II o Rico deixou seu império para o sobrinho Anton Fugger, que dirigiu a companhia com mão firme. Anton garantiu créditos permanentes aos imperadores Carlos V e Fernando I e ao rei Filipe II da Espanha, mas viu-se forçado a renunciar aos arrendamentos nesse país e empreendeu alguns negócios de êxito duvidoso. Contudo, aumentou o capital da companhia ao nível mais alto de sua história e salvaguardou parte dessa fortuna com a compra de Babenhausen e outros territórios. Seu filho mais velho, Markus, continuou com o negócio, embora em escala reduzida. As falências de Filipe II e Filipe III afetaram seriamente a companhia, que se dissolveu depois da guerra dos trinta anos.

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