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Fadiga


  Patologias

A fadiga, tomada geralmente apenas como cansaço físico, constitui, na verdade, um problema psíquico crucial para a sociedade contemporânea.
Do ponto de vista da experiência subjetiva, fadiga é uma sensação de desconforto, aversão e incapacidade de terminar uma tarefa, que se experimenta em todo o organismo e não apenas numa parte dele. Não existe uma grandeza para medir a fadiga, de modo que determinar sua magnitude e formular conceitos científicos sobre ela é tão difícil quanto medir ansiedade, depressão, angústia ou medo.


Fadiga física. A sensação física de fadiga provém de uma reação das fibras musculares a um estímulo contínuo. Sua quantificação aproximada é dada pela medição da irritabilidade e excitabilidade de nervos ou músculos, pela excreção de adrenalina e outras substâncias, por instrumentos físicos de medição, como o eletroencefalógrafo, e por técnicas psicológicas (tempo de reação, memória de curto prazo) e também sociológicas (freqüência de acidentes de trabalho e produtividade). Na fadiga muscular distingue-se a fadiga primária da fadiga secundária. A fadiga primária consiste na incapacidade de sustentar a contração muscular, enquanto a secundária se diagnostica pela progressiva incapacidade de recuperar o nível de contração muscular inicial, após uma série de contrações repetidas.


Fadiga mental. Qualquer que seja a forma sob a qual se manifesta, mental ou física, a fadiga tem um claro componente psicológico. Dessa forma, a origem primordial de todo estado de fadiga é, em condições normais, algum tipo de desorganização interna, resultante do conflito físico ou psicológico do indivíduo com o ambiente. Na maior parte dos casos, as condições críticas que provocam o aparecimento da sensação de fadiga parecem encontrar-se mais no próprio sujeito do que no ambiente que lhe exige o cumprimento de certa tarefa ou o desempenho de um papel. Por tratar-se de fenômeno de desorganização, a fadiga pode alterar a sincronização de processos psíquicos mutuamente interferentes, o que gera tensão e desconforto.
Na manifestação de qualquer estado de fadiga, está sempre presente a auto-consciência da incapacidade de prosseguir, embora esta possa ser ocasionada por outros fatores de caráter social. Em qualquer caso, aparece sempre uma atitude negativa em relação à realização da tarefa exigida. Por tratar-se, em última análise, de um transtorno da personalidade como um todo, a fadiga se qualifica, em geral, de acordo com a natureza da tarefa a ser realizada: fala-se de fadiga mental quando a sensação aparece a propósito da realização de tarefas intelectuais, como a resolução de problemas, e de fadiga física, quando envolve qualquer atividade corporal. Apesar dessa divisão, o método utilizado para estudar a fadiga muscular poderia, em princípio, ser transferido com pequenas modificações para o estudo da fadiga mental.


Estafa. Os estudos de psicologia do trabalho, engenharia humana e psicologia militar revelam que em todos os estados de fadiga provocados pela realização de tarefas complexas, denominados estafa ou estresse, além das variáveis tarefa, ambiente e componentes da personalidade, intervêm outras inter-relações. A duração da tarefa e a distribuição dos períodos de trabalho e descanso constituem uma variável relevante. As tarefas conflitivas são mais fatigantes do que as prazerosas. O mesmo acontece com as que requerem atenção contínua ou execução rápida. Os fatores ambientais e de relacionamento pessoal também  influem notavelmente.
Os fatores emocionais e a motivação pelo trabalho, da mesma forma que as condições físicas do indivíduo, podem influir no aparecimento do estado de fadiga. Supõe-se que a fadiga crônica em ambientes de trabalho, a fadiga de combate e a fadiga do piloto são provocadas principalmente por variáveis desse tipo.


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