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Esquizofrenia


  Patologias

AlteraþÒo associativa, dissoluþÒo dos laþos afetivos e autismo - rompimento profundo das ligaþ§es com o mundo exterior - e sensaþÒo subjetiva de irrealidade sÒo sintomas bßsicos da esquizofrenia.

Esquizofrenia Ú um grave dist·rbio psÝquico, caracterizado pela dissociaþÒo mental, que provoca a perda de contato com a realidade. O psiquiatra alemÒo Emil Kraepelin foi quem primeiro reuniu sob a classificaþÒo inicial de "demÛncia precoce" o conjunto de sintomas de uma perturbaþÒo mental profunda. Kraepelin tambÚm realizou um grande esforþo de anßlise e classificaþÒo desses sintomas. Seu trabalho permitiu diferenciar a sÝndrome esquizofrÛnica de outras alteraþ§es psicopatol¾gicas.

Sob a classificaþÒo de esquizofrenia sÒo agrupados vßrios dist·rbios hoje claramente distintos: a esquizofrenia simples, a hebefrÛnica, a catat¶nica e a paranoide. Suas causas nÒo estÒo bem identificadas. Ainda que o fator hereditßrio seja relevante, fatores psicol¾gicos e sociais influem em sua manifestaþÒo.


SÝndrome esquizofrÛnica

Os sintomas bßsicos da esquizofrenia constituem uma sÝndrome de carßter primßrio, na qual aparecem freq³entemente a sensaþÒo de perda do controle da pr¾pria atividade psÝquica, uma vivÛncia de despersonalizaþÒo, uma percepþÒo catastr¾fica da realidade, associada a outros delÝrios, e alucinaþ§es.

A cisÒo da personalidade, tÝpica do esquizofrÛnico, faz com que o indivÝduo seja incapaz de perceber a realidade de forma normal. A vida psÝquica parece dominada pela incoerÛncia e pelo absurdo. O indivÝduo estranha, ao menos no inÝcio, o que lhe acontece. ╔ levado entÒo a se afastar progressivamente da realidade e a se refugiar de forma autista em seu mundo interior. Essa estranheza Ú plenamente justificada, jß que as vivÛncias absurdas surgem nitidamente na consciÛncia do indivÝduo que as experimenta e parecem reais. Isso Ú motivo para que, nas primeiras fases da doenþa, ele as perceba como algo imposto.

O aspecto externo do esquizofrÛnico costuma variar entre a normalidade, o artificialismo, a afetaþÒo e a extravagÔncia mais absoluta. ╔ comum a desorientaþÒo cronot¾pica (dissociaþÒo entre tempo e espaþo), associada em muitos casos a fen¶menos alucinat¾rios e a dist·rbios da auto-identificaþÒo. Isso leva Ós vezes a uma sensaþÒo de distanciamento com relaþÒo Ó pr¾pria personalidade e de estranheza diante do mundo externo habitual. O processo acaba em um total desdobramento da personalidade e no aparecimento de uma nova identidade, que nÒo precisa de uma justificativa racional. Dessa forma, Ú freq³ente a alteraþÒo da estrutura corporal e a percepþÒo do pr¾prio corpo de forma contradit¾ria e, algumas vezes, absurda.


Discurso e pensamento esquizofrÛnicos

O esquizofrÛnico produz um discurso verbal absolutamente caracterÝstico, qualificado como "estilo esquizofrÛnico". Nesse tipo de discurso aparecem com freq³Ûncia palavras e express§es altissonantes, neologismos atÝpicos e formas verbais nÒo-controladas. O tom de voz pode chegar a ser muito baixo. O discurso se torna incoerente na fase de desagregaþÒo mßxima e Ú impossÝvel manter uma conversa normal com o paciente.

O esquizofrÛnico se queixa freq³entemente de uma invasÒo de seu pr¾prio pensamento, sensaþÒo que se traduz como um "roubo de idÚias" ou um "pensamento sonoro". A capacidade de raciocÝnio se vÛ profundamente afetada e Ú ainda mais transtornada pelo surgimento de idÚias delirantes, que nÒo apresentam relaþÒo aparente com uma alteraþÒo somßtica, nem com uma experiÛncia anterior. Essas idÚias aparecem de improviso, como uma inspiraþÒo ou intuiþÒo, ou como uma interpretaþÒo absurda de um fato ou objeto. NÒo se acham sistematizadas ou racionalizadas.


Tipos de esquizofrenia

Na chamada esquizofrenia simples, pouco comum, o mais importante Ú o progressivo empobrecimento psÝquico e a acentuaþÒo, tambÚm progressiva, dos comportamentos autistas e extravagantes. Outro processo de rßpida evoluþÒo Ú o da esquizofrenia hebefrÛnica. Ocorrem dist·rbios de pensamento, sensaþÒo de falta de controle da vida psÝquica, vivÛncia de interceptaþÒo do pensamento e perda do sentido de realidade. Aparecem, tambÚm, problemas de linguagem e de estrutura corporal. Nem sempre ocorrem alucinaþ§es. A afetividade e a conduta social experimentam alteraþ§es profundas.

A esquizofrenia catat¶nica estß associada a alteraþ§es da psicomotricidade e ao bloqueio das aþ§es voluntßrias. Nas primeiras fases, o movimento pode ser feito de forma estereotipada e repetitiva. O mesmo acontece com a fala, que pode chegar a desaparecer completamente. No que diz respeito ao movimento, pode ocorrer, em fases mais avanþadas, imobilidade completa (estado hipocinÚtico) ou hiperatividade (estado hipercinÚtico).

A esquizofrenia paranoide se caracteriza pela presenþa de idÚias delirantes e de alucinaþ§es. O delÝrio nÒo estß completamente sistematizado, e outros sintomas esquizofrÛnicos aparecem nas ·ltimas fases. Esse tipo de esquizofrenia costuma manifestar-se em idades mais avanþadas.
Um ·nico indivÝduo pode experimentar vßrios tipos de esquizofrenia ao mesmo tempo. Em alguns casos, pode haver tambÚm uma associaþÒo com sintomas de outras psicoses, principalmente as manÝaco-depressivas.


EvoluþÒo e tratamento

Em seu estado final, a esquizofrenia pode chegar Ó demÛncia. Acredita-se que uma quarta parte dos casos apresenta melhora espontÔnea e que os casos de demÛncia esquizofrÛnica alcanþam a mesma proporþÒo. O tratamento clßssico com mÚtodos de choque (coma insulÝnico e eletrochoque) foi substituÝdo progressivamente pelos psicofßrmacos (cloropromacina, reserpina e seus derivados) e pela psicoterapia analÝtica, ocupacional e de ressocializaþÒo.


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