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Esquilo


  Zoologia
Considerados autÛnticos equilibristas dos bosques do hemisfÚrio norte, os esquilos tÛm grande capacidade adaptativa: algumas espÚcies vivem nos desertos, outras adquiriram atÚ a capacidade de planar.
Esquilo Ú um mamÝfero da ordem dos roedores, famÝlia dos ciurÝdeos. Existem aproximadamente 250 espÚcies, distribuÝdas por todo o mundo, com exceþÒo da Oceania. Possuem cauda peluda, mais longa do que o corpo. Os dentes incisivos, muito fortes, sÒo capazes de roer um coco dos mais duros. SÒo em geral arborÝcolas e constroem um ninho com folhas secas no oco das ßrvores. Em funþÒo de seus hßbitos e de sua biologia, os ciurÝdeos dividem-se em dois grupos: os ciurÝneos, que abrangem os verdadeiros esquilos e as marmotas, e os teromÝneos ou esquilos voadores.
Dentro do primeiro grupo, cabe mencionar o esquilo-comum ou europeu (Sciurus vulgaris). De cor avermelhada, apresenta as pontas superiores das orelhas cobertas de pÛlos eretos e rÝgidos, como um pincel. Sua ßrea de distribuiþÒo compreende a Europa e o norte da ┴sia. Habita bosques de conÝferas e tambÚm as zonas de ßrvores de folhas caducas, alimentando-se de bolotas de carvalho, nozes e sementes, que armazenam nos troncos das ßrvores ou no solo, alÚm de brotos e insetos. ╔ um animal de hßbitos diurnos, e sobe pelos galhos com grande agilidade. Ao chegar o inverno, sua atividade decresce, mas nÒo chega a hibernar. O perÝodo de gestaþÒo Ú de quase sete semanas, e de cada parto podem nascer trÛs crias.
O esquilo cinzento ou americano (S. carolinensis), tambÚm arborÝcola e maior que o anterior, Ú originßrio da AmÚrica do Norte. Tem o pÛlo acinzentado e seus hßbitos sÒo muito parecidos com os da espÚcie europÚia. Os esquilos colonizaram tambÚm o deserto americano, aonde vivem em esconderijos subterrÔneos de atÚ um metro de profundidade. Destaca-se o esquilo-do-mojave (Citellus mohavensis), que passa grande parte do ano em letargia.
Os esquilos-voadores vivem na Eurßsia e na ┴frica equatorial; possuem, ao longo dos flancos, uma espÚcie de pßra-quedas de pele que lhes permite atirarem-se, planando, de ßrvore em ßrvore. Nesse grupo cabe mencionar duas espÚcies europÚias, o esquilo-voador (Pteromys volans) e o esquilo-voador- gigante (Petaurista petaurista), e uma africana, o esquilo-voador-cinza (Anomalurus fraseri).
Os esquilos sÒo conhecidos no Brasil pelos nomes de caxinguelÛ, serelepe e quatipuru, este largamente difundido na Amaz¶nia, onde vive a maioria das espÚcies brasileiras (mais de uma d·zia). A espÚcie mais comum no centro do Brasil Ú Guerlinguetus ingrami, de tonalidade olivßcea, garganta branca, peito e barriga claros. No Brasil nÒo existem espÚcies terrÝcolas. Segundo H. von Ihering, o esquilo Ú responsßvel pelos furos quadrangulares que se vÛem nas taquaras de certas matas do Brasil; cortam-nas Ó procura de ßgua ou de bichos-de-taquaras. A biologia dos esquilos brasileiros ainda Ú mal conhecida.
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