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Esponja


  Invertebrados

Somente no sÚculo XVIII se reconheceu a natureza animal da esponja, atÚ entÒo confundida com plantas por sua quase imobilidade e sua conformaþÒo.

Esponja Ú animal aqußtico do filo dos porÝferos (portadores de poros), os mais simples dos invertebrados, e do nÝvel mais baixo entre os metazoßrios, dotados de tecidos diferenciados mas nÒo de ¾rgÒos bem definidos. Representa uma organizaþÒo de tipo primitivo, em que as col¶nias de cÚlulas iniciaram uma repartiþÒo de trabalho. A esponja varia muito em forma, tamanho (de poucos milÝmetros e alguns metros de altura e diÔmetro) e coloraþÒo, sendo mais comum em tons verde, amarelo, vermelho, alaranjado e roxo.

Seu corpo Ú uma espÚcie de saco, perfurado em toda a superfÝcie e atravessado por muitos canais. Fixa-se pela parte inferior em alguma base (que pode ser outro animal), e com um grande orifÝcio, o ¾sculo, na parte superior, por onde sÒo eliminados a ßgua e os dejetos. O alimento Ú inalado junto com ßgua pelas perfuraþ§es, os poros, atÚ a cavidade central ou espongiocela.

Nas esponjas podem existir: uma cavidade central simples revestida de cÚlulas flageladas, os coan¾citos, responsßveis pelo movimento da ßgua atravÚs do animal e pela captaþÒo de alimento; cavidades secundßrias, os canais radiais, entre a parede externa e a espongiocela; e subdivisÒo dessas cavidades em outras, tercißrias.

O esqueleto pode ser constituÝdo por espÝculas calcßrias ou silicosas, segregadas por cÚlulas especiais - espongioblastos ou escleroblastos - da camada mediana ou mesÛnquima; por fibras de proteÝna (espongina), quimicamente relacionadas Ó queratina e ao colßgeno; ou por uma combinaþÒo de espÝculas silicosas e espongina. As espÝculas apresentam vßrias formas e sÒo usadas para identificar as espÚcies.

As esponjas reproduzem-se de dois modos. Um, assexuado, por meio de fragmentaþÒo ou brotamento do corpo; as esponjas de ßgua doce e algumas marinhas produzem brotos especiais, as gÛmulas, que no caso das primeiras parecem sementes de carapaþa dura e complexa, responsßvel por sua resistÛncia a ambiente adverso. Quando sexuada, sua reproduþÒo tem aspectos peculiares: hß esponjas de sexos separados e outras hermafroditas, embora produzam ¾vulos e espermatoz¾ides em Úpocas diferentes. Os ¾vulos fertilizados geram uma larva nadadora (anfiblßstula) que acaba por aderir Ó base de sustentaþÒo.

Conhecem-se cerca de cinco mil espÚcies de esponjas, pertencentes a trÛs classes: Calcaria ou calcisp¶ngias, com espÝculas calcßrias uni, tri ou tetrarradiadas; Hexactinellida ou hialosp¶ngias, com espÝculas silicosas hexarradiadas que, ao secarem, tÛm aspecto vÝtreo, pelo que sÒo conhecidas como esponjas de vidro; e Demonspongiae, com espÝculas silicosas, fibras de espongina ou combinaþÒo das duas. As de espongina tÛm valor comercial e, reduzidas ao esqueleto, sÒo usadas como esponjas de banho, ultimamente substituÝdas pelas de material sintÚtico, mais baratas, porÚm de menor duraþÒo.

As esponjas de ßgua doce sÒo monoax¶nidas (uniaxiais). Pertencem Ó famÝlia dos espongilÝdeos e, na Amaz¶nia, sÒo conhecidas pelo nome de cauixi. As espÝculas dessas espÚcies penetram na pele humana, causando forte comichÒo e irritaþÒo local.


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