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Escorpião


  Artrópodes

Dados paleontológicos indicam que o aspecto externo dos escorpiões, que estão entre os invertebrados mais antigos da Terra, mudou relativamente pouco desde o período siluriano até os dias atuais.
Os escorpiões formam uma ordem (escorpionídeos) de artrópodes da classe dos aracnídeos, com cerca de 1.200 espécies já classificadas, todas de hábitos noturnos. Seu cefalotórax tem um par de quelíceras, um par de palpos e quatro pares de pernas. O pré-abdome, com sete segmentos, ostenta ventralmente os opérculos genitais, um par de pentes e quatro pares de pulmões. O pós-abdome, ou cauda, de seis artículos, termina no aguilhão de veneno. No interior do sexto artículo, ou telso, encontram-se as duas glândulas de veneno.
Há pelo menos dois tipos de veneno generalizados na ordem. Um é uma hemotoxina que causa efeitos locais como dor, edemas e descoloração da pele. O outro é uma perigosa neurotoxina que pode causar graves efeitos locais e sistêmicos, como convulsões, paralisias, irregularidades cardíacas e até a morte. Ocorrem no Brasil cerca de dez gêneros e mais de cinqüenta espécies, entre as quais se destaca a espécie venenosa Tytyus serrulatus, comum em Minas Gerais. Para esse escorpião o Instituto Butantã prepara um soro específico.


Habitat e costumes. Os escorpiões são animais do deserto, do cerrado e das matas. Vivem em climas tropicais úmidos ou secos, subtropicais e temperados até frios. Há espécies dos Alpes europeus e dos Andes, capazes de resistir até mesmo a altitudes de mais de quatro mil metros, sob neve permanente. Encontrado sob as pedras, em fendas de solo e sob a casca de árvores, invadem facilmente moradias humanas, onde há escuridão, umidade do ar e temperatura estável favoráveis a seu desenvolvimento. A grande maioria escava o solo, usando os primeiros três pares de pernas e mantendo-se sobre os palpos e o quarto par de patas, enquanto joga para longe, com a cauda, a terra afofada.


Acasalamento e reprodução. A união dos sexos, entre os escorpiões, é precedida por uma dança nupcial, durante a qual o casal varre o chão com seus pentes. Depois disso o macho projeta um espermatóforo, que gruda no solo, e sobre ele arrasta a fêmea, que assim recebe os espermatozóides. O casal então se separa, ficando no chão o espermatóforo. Alguns dias depois o macho tem novo espermatóforo, podendo acasalar com outra fêmea.
Nos ovários, há centenas de óvulos pequenos, dos quais são fecundados, após o acasalamento, cerca de vinte a quarenta. Desenvolvem-se no mesmo lugar e, à medida que crescem, o trecho ovariano se transforma, por invaginação, em útero. Os embriões são alimentados por uma espécie de cordão umbilical ligado ao intestino da mãe.
O embrião evoluído, segmentado e já com todas as extremidades e apêndices, migra pelos ovidutos, sai pela fenda genital, avança e passa sobre a boca da mãe, subindo às suas costas, onde permanece, juntamente com os irmãos, até depois da primeira muda de pele. Em pouco mais de um ano verificam-se entre seis e oito mudas e os descendentes estão adultos.
Os escorpiões são vorazes. Se encontrarem presas, como grilos, baratas, aranhas, alimentam-se diariamente. Quando falta alimento praticam o canibalismo. As mães são capazes de devorar os próprios filhotes, mesmo enquanto se encontram às suas costas.

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