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Epilepsia


  Patologias

Conhecida e temida desde a antigüidade, devido a preconceitos e superstições, a epilepsia só foi estudada e compreendida cabalmente no século XX.
Distúrbio paroxístico e transitório das funções cerebrais, que se manifesta de forma repentina e apresenta tendência à repetição, a epilepsia é uma síndrome -- conjunto de manifestações clínicas -- decorrentes de processos mórbidos cerebrais diversos e não propriamente uma doença. Sua manifestação decorre da excitação espontânea dos neurônios cerebrais, delimitada a uma pequena área ou generalizada por todo o córtex cerebral.


Origem e modalidades. A epilepsia pode originar-se de lesão ou traumatismo do crânio, de processos patológicos como a arteriosclerose, de tumores cerebrais e de outras causas. Existem, no entanto, casos em que não se verificam motivações  anatomopatológicas, nos quais pode-se pensar em causas hereditárias. Calcula-se em 0,5% a incidência de epilepsia na população mundial, com predomínio de afetados na população masculina. Na maioria (cerca de setenta por cento) a doença se manifesta antes dos vinte anos.
As crises epiléticas conhecidas como grande mal se caracterizam por convulsões, perda repentina da consciência e intensas contrações musculares. Durante o intervalo de duração da crise, de um a cinco minutos, pode ocorrer mordedura da língua, incontinência urinária, interrupção da respiração e hipersecreção salivar. O pequeno mal se caracteriza por perda momentânea de consciência, movimentos rítmicos discretos na face e nos dedos e tremor nos lábios e pálpebras.
Há uma terceira forma de epilepsia que se manifesta por crises focais: acinéticas, durante as quais a criança cai ao chão; psicomotoras, sem perda de consciência mas associadas a alucinações e transtornos de memória; afásicas, que afetam a fala e outras. As crises epiléticas focais são precedidas de um conjunto de sensações visuais ou auditivas, perceptíveis pelo paciente, denominado aura. Em qualquer dessas modalidades, transcorridos alguns minutos o doente recupera por completo a normalidade e desaparecem todos os sintomas.


Diagnóstico e tratamento. Para o diagnóstico correto da epilepsia recorre-se à história clínica do paciente e a minucioso exame físico e neurológico dos sinais vitais. Graças a técnicas como a eletroencefalografia (exame das ondas elétricas cerebrais) e à ecoencefalografia (exame do cérebro por meio do ultra-som) pode-se localizar o provável foco da epilepsia. O tratamento, de modo geral, baseia-se na administração de remédios anticonvulsivos aos pacientes cujos ataques são generalizados, não procedem de foco. A intervenção cirúrgica - muito complexa, como todo processo de cirurgia cerebral - é indicada nos casos de convulsões graves, originadas por alterações geradas em região acessível do cérebro.

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