Epidemia - BioMania
O melhor portal biológico da internet!



176 Slides Power Point grátis

Só baixar, editar e começar a usar.

Epidemia


  Patologias

A incidÛncia de epidemias, como as de peste bub¶nica, difteria, escarlatina e malßria, diminuiu ao longo da hist¾ria graþas a medidas profilßticas que incluem o isolamento dos doentes e as campanhas de vacinaþÒo do grupo ameaþado.
Epidemia Ú a ocorrÛncia, numa regiÒo ou coletividade, de casos de uma mesma doenþa, derivados de uma fonte comum ou resultantes de propagaþÒo, em n·mero que ultrapassa a incidÛncia esperada. Op§e-se a endemia, que Ú a ocorrÛncia habitual de certa doenþa numa ßrea geogrßfica ou entre membros de uma mesma comunidade. Se a epidemia ultrapassa as fronteiras de uma naþÒo, transforma-se em pandemia.  

  
Hospedeiros e portadores. O homem ou qualquer animal vivo, inclusive aves e artr¾podes, que ofereþa, em condiþ§es naturais, meios de subsistÛncia ou alojamento a um agente infeccioso, Ú denominado hospedeiro. Alguns protozoßrios e helmintos passam fases sucessivas em hospedeiros alternados, de diferentes espÚcies. O hospedeiro em que o parasito atinge a maturidade ou permanece durante a fase sexuada denomina-se hospedeiro primßrio ou definitivo e aquele em que o parasito se encontra sob forma larvßria ou assexuada chama-se hospedeiro secundßrio ou intermedißrio.
A pessoa infectada que alberga agente infeccioso especÝfico de uma doenþa sem apresentar sintomas da mesma Ú o portador. O estado de portador pode ocorrer durante uma infecþÒo inaparente, no perÝodo de incubaþÒo ou na fase de convalescenþa e p¾s-convalescenþa de infecþ§es que se manifestam clinicamente. Conforme o caso, fala-se em portador em incubaþÒo e portador convalescente. Se o estado de portador Ú de curta duraþÒo, diz-se que o portador Ú temporßrio e, no caso inverso, que Ú cr¶nico. A pessoa ou animal que tenha estado em contato com um caso clÝnico ou portador, e que tenha permanecido durante certo tempo no mesmo ambiente que eles, Ú chamada comunicante. Os comunicantes, especialmente pessoas da famÝlia, estÒo sempre mais expostos aos riscos de infecþÒo.
A exposiþÒo ao contßgio pode ser direta, quando hß contato fÝsico (beijo, aperto de mÒo, relaþ§es sexuais), ou indireta, sem contato fÝsico, pela coabitaþÒo, presenþa no mesmo aposento ou convÝvio na escola, no lar, no trabalho ou no lazer. As pessoas imunes possuem anticorpos protetores especÝficos ou imunidade celular, em conseq³Ûncia de infecþÒo ou imunizaþÒo anterior, ou apresentam predisposiþÒo a reagir eficazmente, por meio de anticorpos em quantidade suficiente para nÒo desenvolver a doenþa. A imunidade, no entanto, Ú relativa e pode ser superada por uma agressÒo em massa do agente infeccioso.
As pessoas que apresentam infecþÒo inaparente ou que manifestam a doenþa sÒo ditas infectadas. As que supostamente nÒo possuem resistÛncia contra determinado agente patogÛnico e podem contrair a doenþa se postas em contato com ele sÒo denominadas suscetÝveis. Finalmente, aqueles cuja hist¾ria clÝnica e sintomatologia indicam que podem ser portadores de doenþa transmissÝvel, ou estar em estado de incubaþÒo, chamam-se suspeitos.

TransmissÒo. Mecanismos de transmissÒo sÒo os procedimentos utilizados pelos agentes patogÛnicos para passar da fonte de infecþÒo para a populaþÒo suscetÝvel. O contßgio Ú direto quando existe proximidade no tempo e no espaþo entre fonte de infecþÒo e sujeito suscetÝvel, como ocorre nas infecþ§es sexualmente transmissÝveis e nas que se transmitem mediante a tosse ou o espirro. ╔ indireto o contßgio que ocorre por meio de alimentos, objetos contaminados ou vetores animais (mosquitos, piolhos, carrapatos etc.).
As epidemias tÛm inÝcio quando se rompe o equilÝbrio parasito-h¾spede. Isso ocorre por carÛncia ou diminuiþÒo da imunidade do grupo, pela chegada de um germe novo, contra o qual a populaþÒo nÒo tem defesas, ou por mutaþÒo de um agente infeccioso preexistente.
O progresso da epidemia depende da propensÒo e do percentual de pessoas suscetÝveis de contrair a doenþa, da manutenþÒo da virulÛncia (capacidade de desencadear enfermidade), da estirpe provocadora do processo e de fatores diversos, como condiþ§es de salubridade, hßbitos higiÛnicos da populaþÒo e grau de contato entre indivÝduos suscetÝveis. A epidemia desenvolve-se mais facilmente em ambientes de grande densidade populacional, onde as pessoas vivem promiscuamente, como nas favelas. O clima tambÚm influi na sobrevivÛncia do microrganismo patogÛnico e nas defesas naturais da populaþÒo.
Epidemiologia. CiÛncia que estuda as doenþas transmissÝveis e os fatores que determinam sua freq³Ûncia e distribuiþÒo numa populaþÒo, a epidemiologia inclui, modernamente, enfermidades de etiologia nÒo infecciosa, como as doenþas cardiovasculares, o cÔncer e outras. De modo geral, a epidemiologia estuda os fatos relativos Ó sa·de e Ó enfermidade nos grupos sociais e os fatores que determinam sua freq³Ûncia e distribuiþÒo.
Para evitar epidemias, muitos paÝses tornaram obrigat¾ria, por lei, a notificaþÒo de ocorrÛncia de certas doenþas. A OrganizaþÒo Mundial de Sa·de (OMS) prescreve a notificaþÒo das doenþas infecciosas tambÚm a nÝvel internacional. Uma das providÛncias indicadas em caso de epidemia Ú a quarentena, medida profilßtica que consiste no isolamento de pessoas e animais contagiados e restriþ§es ao trÔnsito dos suspeitos. A quarentena deve ser mantida durante um perÝodo igual ao da incubaþÒo da enfermidade e a ela devem ser submetidos os suspeitos de c¾lera, peste bub¶nica e febre amarela. Algumas das doenþas infecciosas que facilmente tornam-se epidÛmicas sÒo a gripe, meningite, sarampo, tuberculose pulmonar, disenteria bacilar, raiva, febre tif¾ide, carb·nculo, lepra e maleita ou impaludismo.
Todas as doenþas transmissÝveis podem transformar-se em epidemias. No final do sÚculo XX, a sÝndrome de imunodeficiÛncia adquirida (AIDS) adquiriu carßter epidÛmico em algumas regi§es da ┴frica, no Haiti e nas grandes cidades do mundo todo. Outras graves doenþas infecciosas do passado, como a varÝola e a poliomielite, se encontravam praticamente erradicadas por meio da vacinaþÒo em massa.


Veja também: