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Enxofre


  Bioquímica

Gregos e romanos usavam o enxofre em fumigações e também se valiam dos vapores de sua combustão no branqueamento de tecidos. Misturado com salitre e carvão, foi empregado no fabrico da pólvora pelos chineses desde o século XI e introduzido na Europa por volta do século XIV.
O enxofre é um elemento químico não-metálico, de símbolo S, pertencente ao grupo VIa da tabela periódica (grupo dos calcogênios), juntamente com o oxigênio, o selênio, o telúrio e o polônio.


Propriedades e ocorrência. O enxofre apresenta a propriedade conhecida como alotropia, isto é, pode cristalizar-se de maneiras diferentes. A forma alotrópica mais estável à temperatura ambiente é o enxofre ortorrômbico ( ), devido à sua estrutura cristalina octaédrica. Apresenta coloração de um amarelo característico, é frágil e insolúvel em água, mas se solubiliza em dissulfeto de carbono. O enxofre monoclínico ( ), segunda variedade alotrópica desse elemento, é estável entre 95,5 e 119o C, e obtém-se a partir do vagaroso resfriamento do enxofre fundido.
O enxofre é encontrado na natureza em estado livre ou em compostos, sobretudo na forma de sulfetos e sulfatos. Existem depósitos de enxofre livre nas regiões vulcânicas, onde ocorre nas fissuras das lavas ou em crateras de vulcões extintos (tipo solfatárico). A ação química de materiais betuminosos ou a ação redutora de microrganismos sobre o sulfato de cálcio gera o enxofre tipo gesso.
O enxofre de natureza vulcânica representa menos de 5% da produção mundial, que provém quase totalmente dos depósitos sedimentares terciários, deformados pela intrusão de sal, como acontece na Louisiana e no Texas, nos Estados Unidos, e em Vera Cruz, no istmo de Tehuantepec, no México. Nesse tipo de depósito o enxofre é encontrado impregnando calcários porosos, na periferia dos domos salinos, algumas vezes também petrolíferos.
Os principais compostos naturais do enxofre são a galena (sulfeto de chumbo), a blenda (sulfeto de zinco), o cinábrio (sulfeto de mercúrio), a estibinita (sulfeto de antimônio), a pirita de cobre (sulfeto de cobre), a pirita de ferro (sulfeto de ferro), o sulfato de cálcio (gesso) e o espato pesado (sulfato de bário). O enxofre é também encontrado em tecidos e estruturas animais e vegetais como a cebola, o alho, a mostarda, muitos óleos, o pêlo, os ovos, as proteínas, nas águas de muitas fontes, e na forma de gases sulfurosos.


Extração e aplicações. Quando o enxofre é de natureza sedimentar, pode ser extraído por processos diversos. O proveniente da Sicília, por exemplo, obtém-se aquecendo o minério em fornos especiais, para volatilizá-lo e recolhê-lo em câmaras de sublimação, em estado de grande pureza. Quando o enxofre se acha infiltrado em formações muito profundas, como ocorre no golfo do México, capeado por camadas de areia sem coesão, de lodo, e de arenito com petróleo e gás natural, não são passíveis de aplicação os métodos tradicionais de mineração por poços e galerias. Emprega-se, nesse caso, o método desenvolvido pelo químico alemão Hermann Frasch, que deu grande impulso ao desenvolvimento das indústrias que dependem do enxofre.
O método Frasch consiste em cavar poços, introduzindo-se nas rochas sedimentares três tubos concêntricos. Pelo tubo externo é injetada água superaquecida, destinada a fundir o enxofre em seu depósito subterrâneo; no tubo de menor diâmetro injeta-se ar sob forte pressão para forçar o enxofre líquido a subir à superfície, através da tubulação intermediária. Em alguns países o enxofre é retirado dos gases das destilarias de petróleo, dos gases residuais da fabricação de coque e hulha, das destilações de folhelhos pirobetuminosos, e de minérios como a pirita ferrífera e a anidrita.
Aproximadamente oitenta por cento do enxofre produzido no mundo é consumido na fabricação de ácido sulfúrico. A grande importância do ácido sulfúrico prende-se ao fato de ser empregado em quase todos os ramos do processo industrial, como na fabricação de fertilizantes, de ácidos e sais minerais, de corantes e de inseticidas, assim como em explosivos, em metalurgia, no refino de petróleo, como catalisador em numerosas indústrias de produtos orgânicos, na indústria petroquímica etc.

 


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