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Eco-desenvolvimento e desenvolvimento sustentável


  Meio Ambiente

O famoso desenvolvimento sustentável ou ecodesenvolvimento nos dias atuais tornou-se quase um jargão popular, uma palavra que todos repetem, mas poucos ainda sabem seu real significado.

A designação mais conhecida para definir o desenvolvimento humano de forma sustentável é a definição que foi elaborada na primeira Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.

Logo, a definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é “o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações”. Em síntese é o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

Mas o que fazer para alcançar o atualmente tão almejado desenvolvimento sustentável?

A primeira medida é planejar ações e atitudes para estudar as melhores formas de se fazer um empreendimento na natureza ou uma ação que comprometa os recursos naturais, e analisando friamente, todas as ações humanas causam algum impacto, por menor que seja. Portanto, o objetivo é fazer com que consigamos causar o mínimo de impacto possível no meio ambiente que nos cerca.

O próximo passo é o reconhecimento de que os recursos naturais são finitos. Analisando a situação com realismo, nos parece óbvio que os recursos naturais sejam finitos, afinal de contas só temos um planeta Terra para viver.

O cerne da questão é que estamos nos referindo a tomada de consciência de que precisamos ter parcimônia na utilização destes recursos utilizados na natureza, porque saber e não fazer é bem pior do que o desconhecimento!

Então, somente o fato de reconhecer que estes recursos são finitos não auxilia se a decisão não partir para a prática e o comprometimento individual e coletivo da sociedade humana.

Com esse conceito de desenvolvimento sustentável chegamos também à compreensão de que os meios de se obter um desenvolvimento econômico deveriam ser revistos, para que pudessem se adaptar aos novos métodos de desenvolvimento sustentável.

A consciência ambiental precisou ser revista, levando em consideração os métodos para um desenvolvimento com o comprometimento realmente sustentável.

O antigo desenvolvimento econômico que dependia do consumo crescente de energia e dos recursos naturais muitas vezes não renováveis teve que ser revisto, pois esse tipo de desenvolvimento econômico tornou-se insustentável, levando ao esgotamento dos recursos naturais e do próprio meio ambiente em que nós seres humanos habitamos e obviamente dependemos.

Portanto, a nova forma de desenvolvimento econômico deve levar em conta o meio ambiente, em uma atitude ambiental sustentável e consciente.

A conscientização da necessidade do desenvolvimento sustentável faz compreender que a qualidade deve superar a quantidade e a utilização dos recursos naturais deve ser realizada de forma equilibrada, com a redução de matérias-primas natural e com uma maior reutilização e reciclagem destas.

Os países desenvolvidos atualmente representam um quinto dos habitantes do planeta, mas esses consomem o equivalente a quatro quintos dos recursos naturais de nosso planeta, consequentemente a poluição causada por estes países considerados desenvolvidos é também equivalente aos gastos e consumos desenfreados.

Por conseguinte, se os países em desenvolvimento continuassem com a mesma trajetória de desenvolvimento despreocupado com o meio ambiente, os recursos do planeta iriam se exaurir em pouquíssimo tempo.

A porcentagem de energia utilizada por estes habitantes dos países civilizados chega a até 70% e o consumo dos metais aos elevados níveis de 75%, e o consumo de madeira mundial chega a alarmantes 85%!

Com esses índices fica fácil perceber o tamanho do problema e dos gastos excessivos, e nem precisamos salientar que se a hipótese dos países em desenvolvimento também gastasse este equivalente iríamos literalmente à falência dos recursos naturais em um tempo recorde.

Conforme podemos perceber, necessitaremos de vários planetas iguais a Terra se continuarmos consumindo nos níveis atuais. Em decorrência desta realidade, vamos percebendo que nós seres humanos precisamos entronizar a consciência de que precisamos de nosso planeta e não o contrário, pois se o ser humano desaparecer, nos parece que as outras espécies de seres vivos não vão ter dificuldades em conviver pacificamente com os recursos naturais, utilizando-os de forma equilibrada e de certa forma consciente.

E se fizermos uma projeção para verificar quantos planetas necessitaríamos se os países em desenvolvimento passassem a imitar os gastos e consumos de matéria-prima relativos aos que são utilizados pelos países desenvolvidos vamos chegar a um número assustadoramente grande de 200 planetas, necessários para que esses habitantes continuem com seus meios de vida fúteis e repletos de exageros.

 


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