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Duna


  Geografia Fisica
Colinas de areia movediça formadas pela ação do vento, as dunas são comuns em todas as regiões arenosas. A dimensão e a forma desses montes dependem da direção, da velocidade e da freqüência dos ventos e também da quantidade de areia disponível.
Duna é uma elevação formada pelo acúmulo de areia transportada pelo vento em regiões onde ocorrem grandes extensões de areia seca, desprovidas de vegetação, como desertos, praias marítimas e lacustres e margens de rio. Conhecem-se dunas imensas, de até 300m de altura, no Saara. As dunas em forma de crescente, denominadas barcanas, apresentam um flanco suave, com inclinação de 5o a 15o, e um flanco abrupto, de 15o a 25o, e às vezes até mais de 30o. O primeiro corresponde ao barlavento, lado em que o vento sopra; o segundo, ao sotavento, lado contrário àquele de onde sopra o vento.
À medida que cresce, a duna se transforma em obstáculo para o vento e recebe mais areia, aumentando sua elevação. Quando o objeto que deteve a passagem da areia fica inteiramente sepultado, a acumulação de grãos pode tornar-se instável, propiciando um deslocamento da duna. Esta não se move com todo o seu volume de uma só vez, mas lentamente, à medida que o vento transfere de barlavento para sotavento a areia já depositada.
Assim, a duna migra na mesma direção do vento. Embora em alguns casos esse avanço não passe de alguns metros por ano, as dunas da costa da Cantábria correram até 45m em um ano, cobrindo ao fim de algum tempo vinhedos, granjas e povoados. No Egito, os faraós ergueram muros para proteger da areia o fértil solo das margens do Nilo. Onde esses muros caíram, a areia não demorou a invadir a região. Na costa sul do lago Michigan, nos Estados Unidos, ocorreu um fenômeno inverso: livraram-se da areia árvores que nela haviam permanecido por muitos anos, fazendo ressurgir verdadeiros bosques.
A rapidez de migração da duna depende de seu tamanho e da velocidade do vento, sendo que as menores movem-se mais rapidamente. Essa movimentação constitui grave perigo para as culturas e povoados. Às vezes, deslocam-se por vários quilômetros e cobrem terrenos férteis com uma camada de areia, transformando terras produtivas em regiões desoladas. Foi o que ocorreu em muitas zonas desérticas mediterrâneas (como o Saara), no centro da Arábia, no Turquestão e no deserto de Gobi. O homem procura proteger-se levantando cercas ou barreiras que contenham a areia antes que chegue a suas obras, ou semeando nas dunas ervas, árvores ou arbustos que enraízem na areia.
No Brasil, ocorrem dunas continentais (rio São Francisco) e dunas marítimas, estas desde o Maranhão até o sul da Bahia, no Rio de Janeiro (Cabo Frio), no sul de Santa Catarina (foz do Araranguá) e no Rio Grande do Sul. É comum receberem a designação de cômoros. No litoral cearense, constituem séria ameaça, tendo migrado vários quilômetros interior adentro. No norte do Espírito Santo, a areia cobriu toda a localidade de Itaúna.
As dunas costeiras do Nordeste chegam a atingir cinqüenta metros de altura. Em Cabo Frio acumularam-se de encontro às montanhas no litoral (dunas a cavaleiro). As que se formam ao longo do rio São Francisco atingem vinte, quarenta e até cinqüenta metros de altura. Curiosos são os casos de dunas fósseis. No sul do Brasil, a chamada formação Botucatu, constituída por material arenoso acumulado em um antigo e vasto deserto, originou-se de um empilhamento de dunas do cretáceo inferior. Entre Santos e Itanhaém, no estado de São Paulo, ocorrem pequenas dunas, de elevado valor comercial, já estabilizadas pela vegetação. Seu material é explorado pela indústria de vidro, dada sua pureza mineralógica (areias quartzosas) e granulometria adequada.
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