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Domingo Faustino Sarmiento


  Biografias

Considerado um dos grandes mestres da prosa castelhana no século XIX, Sarmiento foi também educador e hábil estadista. Primeiro presidente civil da Argentina, contribuiu para o desenvolvimento econômico e social de seu país por meio da promoção do ensino público e do desenvolvimento do comércio, da agricultura e dos transportes.
Domingo Faustino Sarmiento nasceu em 14 de fevereiro de 1811 em San Juan, Argentina. Autodidata, já aos 15 anos seguia sua vocação de educador e dedicava-se ao ensino em sua cidade natal. Logo depois iniciou a carreira política como legislador provincial. Em 1831 emigrou para o Chile, onde trabalhou como professor e administrador de minas na localidade de Copiapó. De volta a San Juan em 1836, continuou a exercer o magistério e dedicou-se também ao jornalismo. Fundou o jornal oposicionista El Zonda, no qual procurou esclarecer a população quanto a assuntos econômicos e políticos. Por combater a ditadura de Rosas, foi preso e condenado à morte, mas conseguiu fugir para o Chile, onde desenvolveu intensa atividade didática e fundou, em 1842, a primeira escola normal da América do Sul. Colaborou em vários periódicos, entre os quais El Mercurio, de Valparaíso, e El Progreso, de Santiago.
As obras dessa época, Mi defensa (1843) e Recuerdos de provincia (1850), constituem as primeiras manifestações importantes da narrativa argentina. Ainda no Chile, Sarmiento escreveu sua obra fundamental, publicada em 1845: Civilización y barbarie: vida de Juan Facundo Quiroga, y aspecto físico, costumbres y hábitos de la República Argentina, em que, sob a forma da biografia romanceada de Facundo Quiroga, tirânico caudilho do governo Rosas, o autor denuncia a ditadura e realiza um estudo sociológico de seu país na época. O livro opõe-se à cultura tradicional ruralista e defende a industrialização e a urbanização.
Entre 1845 e 1848, Sarmiento foi enviado pelo governo chileno à Europa e aos Estados Unidos para estudar e conhecer novos métodos educacionais. Voltou três anos depois, convencido de que o modelo americano deveria ser implantado na América Latina. Retornou à Argentina e alistou-se no exército de Justo José de Urquiza, que derrotou Rosas em 1852. Publicou uma coletânea dos artigos produzidos como correspondente de guerra no livro Diario de campaña del Ejército Grande (1852). Em Buenos Aires, entrou em conflito com o novo presidente, a quem acusava de continuar a política do ex-ditador, e retornou ao Chile, onde manteve contato com Mitre e outros refugiados.
Ao voltar à Argentina em 1855, fixou-se em Buenos Aires, então um estado separado da federação. Prosseguiu a obra educativa iniciada no Chile e assumiu, em 1860, a direção da Instrução Pública. Unificada a república argentina, foi eleito senador por San Juan. Renunciou dois anos depois e, até 1868, exerceu o cargo de ministro plenipotenciário e enviado extraordinário ao Chile, Peru e Estados Unidos. Após seis anos afastado da Argentina, foi eleito para suceder Mitre no cargo de presidente da república, graças a um acordo entre os partidários deste e de Valentín Alsina.
Durante seu governo, apesar da crise econômica e financeira do país e dos graves problemas políticos que teve de enfrentar, entre os quais a insurreição federalista de Entre Ríos (1870-1873), além da febre amarela que assolou Buenos Aires em 1871, Sarmiento realizou importantes obras em todos os setores. A educação e a cultura receberam notável impulso com a reforma do sistema educacional, a difusão intensiva do ensino e a criação de escolas, bibliotecas, laboratórios científicos e museus. Sarmiento fundou o observatório astronômico, a Academia de Ciências de Córdoba, o Colégio Militar e a Escola Naval.
Terminado seu mandato, continuou a exercer intensa atividade política e atuou sobretudo no campo da educação. Foi senador da república em 1875, ministro do Interior em 1879 e superintendente do Conselho Nacional de Educação em 1881. Afastou-se gradualmente da política depois da eleição de Julio Argentino Roca para a presidência, em 1880, e passou a dedicar-se inteiramente à literatura. Suas obras completas compreendem 52 volumes, em sua maioria dedicados à educação. Sarmiento colaborou em diversos periódicos e publicou Conflictos y armonías de las razas en América (1883), análise dos problemas de emigração. Em 1885 lançou o periódico El Censor e, dois anos depois, transferiu-se para o Paraguai. Domingo Faustino Sarmiento morreu em Assunção, Paraguai, em 11 de setembro de 1888.


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