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Difteria


  Patologias

A maioria das pessoas pode contrair difteria, mas essa doença é rara em bebês com menos de seis meses. Ocorre com mais freqüência no outono e no inverno e pode ser diagnosticada com absoluta segurança.

A difteria é uma doença infecto-contagiosa aguda, provocada pelo bacilo diftérico (Corynebacterium diphtheriae), também denominado bacilo de Klebs-Löffler, em homenagem aos primeiros autores que a descreveram, em 1883-1884. O que há de peculiar na difteria é que o germe se localiza em determinado ponto do organismo, em geral na mucosa da garganta, e começa a segregar uma toxina, que os bacteriologistas Émile Roux e Alexandre Yersin descobriram em 1889-1890, por conta da qual correm todos os sintomas gerais da doença, incluindo-se as manifestações para o lado do sistema nervoso.

As reações locais podem ser perigosas, sobretudo quando atingem a região laringofaringiana, a ponto de impedir a respiração em virtude das falsas membranas que aí se formam e exigem tratamento de urgência pela execução da traqueotomia. Essa forma de angina diftérica também denomina-se crupe. Registram-se, ainda, as infecções locais oculares, nasais, vulvares, vaginais e cutâneas, provocadas pelo mesmo germe. A doença é própria do homem, mas seu agente é patogênico para alguns animais de laboratório muito sensíveis à toxina segregada.

O diagnóstico se obtém pelo exame microscópico de material colhido das lesões locais. O tratamento da difteria se faz pela aplicação de injeções de soro específico, obtido de animais, sobretudo cavalos, pela injeção de doses crescentes da toxina ou anatoxina. Esta é uma toxina a que se tirou o poder tóxico e passou a ter largo emprego na profilaxia da doença, depois dos trabalhos iniciais do médico francês Gaston Ramon. Faz parte da vacina tríplice, ao lado do toxóide tetânico e da vacina contra coqueluche.


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