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Desidratação


  Patologias

Síndrome que se caracteriza pela perda anormal de água pelo organismo, a desidratação está quase sempre associada à perda de sal e de eletrólitos, como o sódio e o potássio, e requer cuidados imediatos, pois pode levar à morte.
Desidratação é a condição que decorre de desequilíbrio hidrossalino, ou seja, da situação em que o organismo elimina mais água e cloreto de sódio do que recebe. Suas principais causas são a ingestão insuficiente de água ou a perda abundante desse líquido, como nos vômitos persistentes, diarreias prolongadas, eliminação de grandes quantidades de urina e produção excessiva de suor.


A privação de água é muito mais prejudicial ao organismo que a privação de comida. A água é fundamental para o corpo humano, pois influi no funcionamento de vários órgãos dos quais depende a vida. Além disso, é o meio de transporte para todas as enzimas, eletrólitos, metabólitos, gases, anticorpos e outras substâncias que se deslocam nos diferentes espaços e compartimentos.


O volume de água no corpo se mantém constante, em condições normais, pelo equilíbrio entre a ingestão e a eliminação de líquido. A ingestão de água é regulada sobretudo pela sensação de sede: qualquer queda no volume total de líquido no corpo provoca a necessidade de beber água. Os mecanismos que controlam o volume hídrico ainda não são completamente conhecidos. Sabe-se que o hipotálamo, glândula situada no cérebro, influi na liberação do hormônio diurético pela hipófise. Esse hormônio faz com que os rins reabsorvam melhor a água.


A desidratação pode ocorrer em casos nos quais o organismo perde mais água do que sal, como no diabetes sacarino, quando o açúcar em excesso na urina provoca poliúria (secreção excessiva de urina). Pacientes com diabetes insípido, distúrbio do metabolismo da água, têm sede intensa e também poliúria. O mesmo quadro de desidratação se observa em pacientes cujos rins não conseguem reabsorver água, ou em pessoas com queimaduras extensas, que perderam grandes volumes de líquido através da pele.


Em outros casos, o indivíduo se desidrata porque perde mais sal do que água. Isso ocorre na insuficiência suprarrenal, ou doença de Addison, porque o organismo secreta quantidade menor do hormônio aldosterona, o que aumenta a eliminação de sódio pela urina. Também na insuficiência renal crônica, em que os rins não funcionam, o indivíduo pode ter dificuldade para reter sal no organismo.


Vômitos persistentes e diarreias, sobretudo em crianças, levam à rápida desidratação. Esta produz emagrecimento; distúrbios no equilíbrio ácido-básico; elevação da temperatura; diminuição do débito cardíaco e aumento na frequência do pulso; sede; secura na boca, garganta e pele; elevação da taxa de nitrogênio não-protéico e da proteína plasmática; exaustão e colapso.


O tratamento não depende apenas da reposição dos níveis de água no organismo, mas também do sal e de eletrólitos. Do ponto de vista clínico, a desidratação pode ser leve, moderada ou grave. O tratamento aconselhável para desidratações leves e moderadas compreende a restrição maior ou menor de alimentos acompanhada de reidratação oral e, se necessário, do uso de antibióticos e quimioterápicos, para prevenir infecções comuns nos organismos debilitados. Nos casos mais graves, as perdas eletrolíticas podem ser recuperadas por via parenteral, oxigenoterapia e até mesmo transfusões de plasma ou sangue. A desidratação em crianças, sobretudo em lactentes, exige tratamento médico urgente, pois é causa frequente de mortalidade infantil.


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