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Curt Nimuendaju


  Biografias
Dedicado ao estudo das comunidades indígenas no Brasil, o etnólogo Curt Unkel recebeu dos índios o nome de Nimuendaju, que significa "homem que abriu seu próprio caminho".
Curt Unkel nasceu na cidade alemã de Jena, em 1883, e aos vinte anos chegou ao Brasil como imigrante. Fixou residência em São Paulo e em 1905 deu início às pesquisas sobre os povos indígenas, a que consagraria toda a vida. No ano seguinte, foi adotado como filho pelo cacique dos apapocuvas, de língua guarani, que lhe deram o nome indígena.
Em 1913, depois de estudar os povos guarani e caingangue, mudou-se para Belém PA. Nos dois anos seguintes, publicou no Zeitschrift für Ethnologie, de Berlim, seus primeiros trabalhos, que assinou Curt Nimuendaju-Unkel. Mais tarde, passou a utilizar apenas o nome de adoção, com o qual se tornaria conhecido internacionalmente. Em viagens financiadas com recursos próprios ou por instituições científicas do Brasil e do exterior, Nimuendaju percorreu uma vasta região da Amazônia. Ao longo da década de 1920, visitou o litoral do Pará, o Oiapoque, a ilha de Marajó e as regiões próximas aos rios Tapajós, Caviana, Jamundá, Trombetas e Tocantins. Naturalizou-se brasileiro em 1922.
A série de ensaios sobre a organização social das tribos de língua jê, publicada nos Estados Unidos a partir de 1937, é o mais importante trabalho de sua volumosa obra, que inclui mais de cinqüenta artigos em publicações especializadas de todo o mundo. Nimuendaju deixou também muitos manuscritos, conservados no Museu Nacional do Rio de Janeiro, e publicou livros sobre os apinajés, xerentes, apapocuvas, timbiras orientais e tucunas.
Uma das maiores preocupações de Nimuendaju eram as conseqüências do contato dos índios não apenas com o homem civilizado, mas também com outros grupos tribais. Por isso, encarregou-se de elaborar projetos de pacificação de grande número de tribos e sugeriu procedimentos destinados a regular os contatos inter tribais. Nas áreas antropológica e lingüística, o trabalho de Nimuendaju é o mais importante já realizado no Brasil por uma só pessoa. Suas viagens de estudos contribuíram para enriquecer os acervos de museus da Alemanha, da Suécia e do Brasil, em especial do Museu Goeldi, de Belém, e do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Nimuendaju morreu em 1945 no igarapé de Santa Rita, entre os índios tucunas, no norte do Amazonas.